- Guto Graça Mello morreu nesta terça-feira (5), no Rio de Janeiro, aos 78 anos, vítima de parada cardiorrespiratória.
- Foi o produtor do disco de estreia de Xuxa na Som Livre, o “Xou da Xuxa” (1986), que vendeu cerca de 3 milhões de cópias.
- Teve papel central na construção da identidade sonora da TV Globo e da gravadora Som Livre, incluindo a abertura do Fantástico.
- Na Som Livre atuou como caçatalentos, com Cazuza e Lulu Santos entre seus assistentes e futuros pilares do rock brasileiro.
- Ao longo da carreira, assinou trilhas para quase 400 álbuns e mais de 30 longas-metragens, além de trabalhos com artistas como Maria Bethânia e Roberto Carlos.
Guto Graça Mello, produtor musical e compositor, morreu nesta terça-feira (5) aos 78 anos, no Rio de Janeiro. A família informou que a causa foi uma parada cardiorrespiratória.
Nome central na identidade sonora da TV Globo e da gravadora Som Livre, Guto produziu trabalhos que marcaram gerações, incluindo a trilha do programa Fantástico e o fenômeno Xou da Xuxa.
O destaque ocorreu em 1986, quando liderou a produção do álbum de estreia de Xuxa pela Som Livre. O disco Xou da Xuxa vendeu cerca de 3 milhões de cópias, consolidando o projeto como marco comercial.
Segundo relatos da época, o produtor discutiu com o então presidente da gravadora João Araújo a participação da apresentadora como cantora. A resposta: Inventa um disco.
Para o álbum, Guto reuniu parcerias de peso, como Rita Lee e Roberto de Carvalho em Peter Pan, Frejat e Guto Goffi em Garoto Problema, além de versões de Ronaldo Bastos para temas de Stevie Wonder. Teve ainda o hit Quem Qué Pão, criado como brincadeira de uma assessora de imprensa.
Guto também foi diretor musical da Globo no início dos anos 1980, após estudos em Berkeley, incentivado por Boni. Lá, conduziu trilhas de novelas icônicas como Gabriela, Pai Herói e Pecado Capital, cuja abertura foi composta por Paulinho da Viola em um dia de pressão criativa.
Na Som Livre, atuou como caça-talentos, ajudando a revelar nomes do rock brasileiro, entre eles Cazuza, que trabalhava na assessoria de imprensa, e Lulu Santos, que avaliava fitas cassete de novos artistas.
Além da televisão, Guto assinou trilhas para o cinema em mais de 30 longas, incluindo Cazuza — O Tempo Não Para, Se Eu Fosse Você e Nosso Lar. Na MPB, colaborou com artistas como Maria Bethânia e Roberto Carlos, nos anos 1990.
O legado de Guto Graça Mello é marcado pela inovação na produção fonográfica e pela visão de que música é narrativa audiovisual e componente de massa no Brasil.
Entre na conversa da comunidade