- João Marcello Bôscoli, filho de Elis Regina, criticou Cesar Camargo Mariano e afirmou ter sido abandonado na infância.
- A declaração ocorreu durante o programa Prosa no Fino, em meio à polêmica sobre a remixagem do álbum Elis, de 1973.
- Bôscoli afirmou que a divulgação pública do tema prejudica a família, os negócios e a própria imagem de Mariano, chamando a postura de irresponsável.
- Mariano havia criticado a remixagem nas redes sociais e enviou uma notificação extrajudicial à Universal Music Brasil.
- O produtor afirmou que não cabe a Mariano avaliar a nova versão de Elis 73, destacando que ele não participou de todos os arranjos nem é herdeiro da artista.
João Marcello Bôscoli, produtor musical e filho mais velho de Elis Regina, rebateu Cesar Camargo Mariano, ex-padrasto e ex-arranjador do disco Elis (1973). Em entrevista no programa Prosa no Fino, o participante criticou a remixagem e remasterização do albúm promovidas por Bôscoli, em meio à polêmica sobre a nova mixagem do projeto.
Durante o diálogo, Bôscoli afirmou ter se sentido abandonado na infância, ao lembrar a morte da mãe. O produtor questionou o timing de declarações de Mariano, ressaltando que o artista deveria manter silêncio se não puder contribuir de forma responsável. Ele também afirmou que, se Mariano busca dinheiro, a melhor forma seria agir em silêncio.
A origem da controvérsia remonta ao anúncio da remixagem do disco, idealizado por João Marcello com o engenheiro de som Ricardo Camera, e lançado em 17 de março, aniversário de Elis Regina. Cesar Camargo Mariano reagiu publicamente nas redes sociais e enviou notificação extrajudicial à Universal Music Brasil.
Pontos centrais da disputa
Mariano, que atuou como arranjador musical e pianista no álbum, criticou a remixagem em suas redes. Em resposta, Bôscoli disse que Mariano pode expressar opinião, mas não tem papel de decisão sobre a obra. O produtor afirmou que o músico não é herdeiro de Elis e que a participação dele não justifica alterações na obra final.
Em publicação anterior no Instagram, João Marcello descreveu a remixagem como frustrante, afirmando ter ouvido o resultado com tristeza. O produtor destacou que o trabalho de meses de conceito musical, arranjos e gravação foi alterado sem consenso entre a equipe envolvida.
Versão de Cesar Camargo Mariano
Cesar Camargo manteve uma nota de esclarecimento publicada no Instagram em 2023, na qual afirma ter ficado separado de Elis na época da morte e não ter participado do enterro para cuidar das crianças. Segundo ele, chegou a ficar entre Rio de Janeiro e São Paulo, buscando possibilidades para acompanhar os filhos, e afirma ter aceitado a decisão de transferir João Marcello para morar com o tio Rogerio, que seria inventariante do espólio.
Contexto técnico e repercussões
A polêmica envolve decisões técnicas de remixagem, incluindo alterações de voz, timbres e instrumentação. A equipe que trabalhou no projeto sustenta que as mudanças impactam a identidade sonora original do álbum. A discussão segue sob avaliação de fãs, imprensa e pela comunidade musical, sem conclusão definida.
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