- Kanye West, agora conhecido como Ye, é alvo de processo por violação de direitos autorais movido por quatro músicos, que pleiteiam US$ 564.046 por uso não autorizado de trecho da música deles na demo de “Hurricane”.
- Os músicos afirmam que o trecho foi usado sem consentimento em uma apresentação de audição de alto perfil do álbum Donda (2021) no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, em julho de 2021.
- O processo, movido pelaArtists Revenue Advocates, inicialmente cobrava infração de composição e fonograma, mas foi reduzido a uma única alegação sobre o uso do trecho gravado.
- A advogada das vítimas, Irene Lee, diz que Ye usou a música sem permissão e que eles não foram pagos, descrevendo que entregaram o trecho esperando compensação justa.
- O advogado de Ye, Eduardo Martorell, contesta, dizendo que os autores buscam lucros de vestuário e que a fama de Ye impulsionou vendas de ingressos, não a música em questão; o julgamento deve durar uma semana, com Ye ainda por depor.
O músico conhecido como Ye foi alvo de uma ação de violação de direitos autorais ligada à música Hurricane. O processo envolve quatro autores e já chegou ao júri em um tribunal federal no centro de Los Angeles.
O painel de oito jurados ouviu que Ye pode ter de pagar US$ 564.046 aos músicos, correspondente ao uso não autorizado de um trecho de MSD PT2, apresentado como parte de uma demonstração ao vivo da faixa. O evento ocorreu em julho de 2021, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, na festa de audição do álbum Donda.
Os autores, representados pela Artist Revenue Advocates, são Khalil Abdul Rahman, Sam Barsh, Dan Seeff e Josh Mease. A ação partiu da alegação de uso do trecho gravado, após ajuste inicial que contemplava também a composição e o fonograma.
A defesa de Ye sustenta que houve consentimento implícito para o experimento musical durante a apresentação. Segundo a defesa, os autores teriam ficado satisfeitos com a participação, mas não autorizaram uso comercial nem pagamento.
Irene Lee, advogada dos demandantes, afirma que o trecho foi usado sem permissão. Ela aponta que os músicos confiavam na negociação justa caso houvesse uso comercial, e que a equipe de Ye não reconheceu os direitos posteriormente.
Segundo a acusação, a apresentação gerou ganhos estimados em US$ 5,5 milhões, com ingressos, venda de produtos, um acordo de transmissão com a Apple de US$ 1,25 milhão e peças de vestuário associadas ao acordo com a Gap. A defesa contesta a relação entre o trecho e as receitas.
Eduardo Martorell, advogado de Ye, argumenta que os autores tentam obter lucros de outras frentes, como o vestuário, e que a fama do artista não se vincula ao curto trecho. Ele afirma que a negociação não foi mal conduzida e que o uso não ocorreu de forma abusiva.
Daniel Seeff, baixista que tocou no trecho, foi a primeira testemunha. Ele descreveu MSD PT2 como base de Hurricane, destacando a repetição da melodia em toda a música.
Não está definida a data da depor de Ye. O julgamento deve se estender por cerca de uma semana. Em paralelo, Ye participou de outro processo em Los Angeles, envolvendo um caso estadual, onde houve questionamentos sobre conduta durante o depoimento.
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