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Líder do Men at Work revela como criou o hit Down Under

Colin Hay revela que 'Down Under' surgiu de uma cassete simples, ganhou força ao vivo e provocou mudança de arranjo e disputa de royalties

Integrantes do Men at Work na gravação do clipe de 'Down Under', em 8 de dezembro de 1982
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  • Colin Hay, líder do Men at Work, vive em Los Angeles há mais de 35 anos e relembra como “Down Under” se tornou um dos maiores hinos dos anos oitenta para a Austrália.
  • A música surgiu de fitas cassete enviadas por Ron Strykert; Hay começou a ouvir a frase “Living in the land down under” e, no dia seguinte, já tinha a letra e os acordes prontos.
  • O produtor Peter McIan foi decisivo ao simplificar a faixa e deixá-la com uma pegada mais pop; o riff de flauta, que ficou famoso, quase não existiu na versão inicial.
  • Houve processo por semelhança com a canção infantil “Kookaburra”, a banda perdeu e cedeu 5% dos royalties; o clipe foi gravado de forma criativa e com baixo orçamento.
  • A turnê Men at Work no Brasil em maio de 2026 inclui apresentações em várias cidades, com ingressos a partir de valores indicados (exemplos: São Paulo a partir de R$ 250, Recife a partir de R$ 190, Belo Horizonte a partir de R$ 145).

Colin Hay, hoje aos 71 anos, tornou-se embaixador improvável da Austrália. O líder do Men at Work respira fama com Down Under, hit dos anos 80 que ainda figura entre os maiores hinos do país. O grupo desembarca no Brasil para shows a partir desta quarta-feira.

A história do tema começa com uma fita cassete gravada por Ron Strykert, ex-integrante. Hay contou que a ideia nasceu de riffs simples e de percussão com garrafas. A frase Living in the land down under ficou girando em sua cabeça por semanas.

Ao dirigir em Los Angeles, Hay passou a cantar a linha que virou refrão. A letra foi escrita de uma vez, com o acompanhamento de acordes. O produtor Peter McIan ajudou a simplificar e aprimorar o som, tornando a faixa mais pop.

Recado incompreendido

Hay imigrou para a Austrália aos 14 anos e quis registrar o país em canções. A letra, apesar da atmosfera festiva, carrega críticas à exploração de recursos e ao impacto ambiental. A música celebra o que há de bom, sem perder a crítica.

O refrão Do you come from the land down under? nasceu de uma história real: um padeiro de Melbourne visto em Bruxelas. A canção equilibra celebração e alerta sobre desperdício e ganância.

Flautim polêmico

O riff de flauta, hoje icônico, quase não existia na versão original. McIan pediu que o baixo não iniciasse a linha, para dar destaque ao instrumento de sopro. A ideia repetiu-se em várias partes da música.

Anos depois, a banda enfrentou processo por semelhança com a canção infantil Kookaburra. O tribunal decidiu a favor de McIan e Hay, que cedeu 5% dos royalties.

Clipe low budget

O clipe foi produzido sem dinheiro, com soluções criativas. No solo de flautim, a cena na mina de areia de Cronulla foi improvisada. A postura descontraída faz parte da história de bastidores.

Apesar da distância da Austrália, Hay mantém a memória positiva do desenvolvimento da faixa. Em diálogo com a imprensa, ele ressaltou a expectativa de shows no Brasil.

Men at Work no Brasil 2026

São Paulo

Hoje (6/5) – Vibra São Paulo. Ingressos a partir de R$ 250 (meia-entrada).

Recife

Sexta (8/5) – Centro de Convenções de Pernambuco. Ingressos a partir de R$ 190 (meia-entrada).

Belo Horizonte

Domingo (10/5) – BeFly Hall. Ingressos a partir de R$ 145 (meia-entrada).

Curitiba

Terça (12/5) – Igloo Super Hall. Ingressos disponíveis na Ticketmaster.

Porto Alegre

Quarta (13/5) e quinta (14/5) – Auditório Araújo Vianna. Ingressos pela Sympla.

Rio de Janeiro

Sábado (16/5) – Qualistage. Ingressos a partir de R$ 250 (meia-entrada).

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