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Banda de reggae luta contra remixes ruins criados por IA

Banda Stick Figure enfrenta remixes não autorizados gerados por IA que alavancaram uma faixa de sete anos, sem receber royalties

Photograph: Keith Zacharski /In the Barrel Photo; Courtesy of Ineffable Music
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  • A canção Angels Above Me, de Stick Figure, voltou aos holofotes e atingiu o posto de número um em paradas de iTunes em seis países, incluindo Reino Unido e Canadá.
  • O sucesso foi impulsionado por remixes não autorizados gerados com ferramentas de inteligência artificial.
  • A banda e a equipe de gestão enviaram reivindicações de retirada e mobilizaram plataformas de streaming, com algumas faixas sendo removidas.
  • Um remix no YouTube acumularam cerca de 1,8 milhão de visualizações em cinco dias, sem que a banda recebesse royalties.
  • Especialistas e a indústria apontam que a onda de IA na música complica a atribuição de créditos e royalties, enquanto Stick Figure continua produzindo o seu nono álbum.

Stick Figure, banda de reggae com duas décadas de carreira, viu uma de suas faixas antigas ganhar destaque recente. “Angels Above Me”, de sete anos, atingiu o topo das paradas de vendas no iTunes em seis países, incluindo Reino Unido, Áustria e Canadá. O impulso veio de virais nas redes, segundo a banda.

O que chamou a atenção foi a origem do alcance: remixes gerados por inteligência artificial sem autorização. Diversos remixes foram divulgados em plataformas como YouTube e TikTok, com uma única faixa acumulando mais de 1,8 milhão de visualizações em cinco dias. A equipe de gestão da banda afirma não receber royalties desses conteúdos.

Quem corresponde pela peça publicitária não autorizada é tema central do impasse. A Stick Figure bedrijfs, representada pela Ineffable Records, enviou avisos de violação de direitos autorais e procurou plataformas de streaming para remoção. Algumas faixas já foram retiradas pela Spotify e pelo vídeo viral no YouTube, mas outras permanecem ativas.

Para entender o cenário, vale observar o contexto de IA na música. Analistas apontam que o volume de faixas geradas por IA em serviços de streaming aumentou consideravelmente nos últimos anos. Segundo a Deezer, a detecção de músicas com IA subiu de 18% em 2025 para 44% em 2026, com estimativas de milhões de faixas por mês, grande parte de origem duvidosa.

A indústria tem buscado respostas para remunerar criadores originais diante de remixes automáticos. Em alguns casos, surgem ferramentas que facilitam a reprodução de versões de canções, o que alimenta a prática de criar conteúdos repetitivos com o objetivo de capturar royalties. A empresa de dados e análise de mercado cita casos em que artistas receberam iniciativas oficiais para converter remixes em lançamentos autorizados.

Entre os entraves, há questões operacionais para plataformas de streaming. A Deezer aponta a dificuldade de diferenciar lançamentos legítimos quando artistas mudam de rótulo ou distribuidor, além de depender de detecção de comportamento fraudulento para ajustar remunerações. Em vez disso, o ecossistema ainda depende de ações pontuais para remoção de conteúdos.

O vocalista Scott Woodruff e a equipe da banda defendem que é necessário um controle mais proativo por parte de distribuidoras e plataformas. A sugestão é que sistemas automatizados rastreiem áudio protegido por direitos autorais e sinalizem possíveis violações, antes que o conteúdo se popularize.

Enquanto o tema segue sem solução rápida, Woodruff continua o trabalho criativo com o grupo. A banda já prepara o nono álbum, mantendo o foco na produção artística tradicional ao mesmo tempo em que observa os impactos da IA no cenário musical.

Observação: correções técnicas sobre a gestão da Stick Figure e o lançamento de Angels Above Me foram atualizadas pela WIRED em 7 de maio de 2026.

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