- O guitarrista Luiz Carlini, ex-Tutti Frutti, morreu aos 73 anos, deixando marca na música brasileira, principalmente pelo solo em Ovelha Negra, gravada por Rita Lee no álbum Fruto proibido de 1975.
- Em 2015, Carlini contou ao Estadão que sonhou com o solo da música e acabou convencendo o produtor Andy Mills a gravá-lo, tornando-o um dos momentos mais marcantes do rock brasileiro.
- O Tutti-Frutti, hoje com formação renovada, lançou seu primeiro LP pelo selo RCA, intitulado Você Sabe Qual o Melhor Remédio, com a maioria das composições de Carlini e ele também responsável pelos arranjos e pela direção musical.
- O repertório do álbum é considerado MPJ — Música Popular da Juventude — incluindo faixas como Chega Mais Menina, Que Loucura, Paranóia, Você, Classe Média e Dançar É o Melhor Remédio, que dá título ao disco.
- A banda confirma apresentações no Paulicéia Desvairada neste fim de semana e ao longo de março no Noites Cariocas, no Morro da Urca, no Rio de Janeiro.
Luiz Carlini, guitarrista do Tutti Frutti, ficou famoso por insistir na ideia de incluir um solo instrumental em Ovelha Negra, faixa gravada por Rita Lee com o Tutti Frutti no álbum Fruto Proibido, de 1975. O solo acabou entrando na música e tornou-se um marco do rock brasileiro.
Carlini revelou em 2015 ao Estadão que a canção já chegava ao fim com o volume diminuindo e sem espaço para alterações. Ele assegura que sonhou com o solo e houve resistência entre os colegas. O produtor Andy Mills acabou autorizando a gravação do trecho, que ganhou destaque na versão final.
O impacto do solo ficou evidente ao longo dos anos. Carlini explicou que o solo deveria soar como uma nova música dentro da canção, elevando a expressividade da faixa. A interpretação dele é citada como um dos momentos mais expressivos do rock nacional.
A música do Tutti Frutti, sem Rita Lee
O Tutti Frutti passa a publicar seu primeiro LP, pela RCA, com o título Você Sabe Qual o Melhor Remédio. O disco reúne a maior parte das composições de Carlini, que também exerce a função de arranjador e diretor musical.
A formação atual inclui Simbas, Marinho Thomaz, Renato Figueiredo e Ronaldo Paschoa. O grupo mantém a marca de rock independente, diferente do之前 trabalho ao lado de Rita Lee. O repertório mistura MPJ — Música Popular da Juventude — com sátiras, baladas e temas urbanos.
Carlini descreve o projeto como uma expressão de cotidiano e de uma visão musical própria, marcada pela urbanidade. O conjunto tem apostado em shows frequentes e em uma linha estética que privilegia mensagens diretas e ritmos envolventes.
Neste momento, o Tutti Frutti planeja desdobramentos políticos em novos lançamentos e apresentações. Os integrantes destacam a evolução da banda como parte de uma filosofia que orienta a atuação artística, sem abrir mão da essência do grupo.
Durante o mês, a banda tem agenda de shows em espaços como o Paulicéia Desvairada e o Noites Cariocas, no Morro da Urca, no Rio de Janeiro. A proposta é manter a energia de apresentações ao vivo, refletindo a nova fase do Tutti Frutti.
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