- O Eurovision 2026 terá 35 países participantes, o formato mais compacto desde 2003, com boicote parcial a Israel.
- As semifinais começam em Viena nesta terça-feira, definindo quem avança à grande final.
- Destaques incluem Monroe (França), Tamara Živković (Montenegro) e Liene Atvara (Letônia), com propostas que vão de operísticas a batidas dancísticas.
- Romania e a música Choke Me geram controvérsia por interpretações controversas das letras, com defensores destacando leitura metafórica.
- A programação abrange baladas, bops, rock e temas de empoderamento feminino, com uma diversidade de estilos e abordagens.
A Eurovisão 2026 chegou com 35 países participantes, o formato mais compacto desde 2003. A competição ocorre em Viena, com semifinais já em curso, após um boicote parcial à presença de Israel. O evento mistura espetáculo, trends e controvérsias, mantendo o foco no desempenho musical.
Entre as novidades, destacam-se artistas com propostas variadas: um concorrente coberto de prata, uma performance com tema de macaco falso e a presença de Boy George. A disputa envolve canções que variam entre baladas, rimas rápidas e rock repleto de efeitos visuais.
A seguir, um panorama dos 35 concorrentes, organizado por linhas estéticas e escolhas artísticas, sempre em ordem de relevância informativa e sem apreciação subjetiva.
Fandoms da ópera
A cantora francesa Monroe, aos 17 anos, é a mais jovem participante. Regarde! combina cordas rápidas, batidas glitch e vocais operísticos, sugerindo influências de Rosalía. A produção aponta para um possível Top 10 com boa encenação ao vivo.
Montenegro traz Tamara Živković, com coro grego sobre batida techno, marcando uma abordagem maximalista. Co-escrita pela soprano Vesna Aćimović, a música fala de mulheres que quebram estereótipos e buscam um novo amanhecer.
Latvia apresenta Liene Atvara com a balada Ênā, que aborda o impacto de crescer com um genitor alcoólico. A música alterna versos contidos e um clímax operático, prometendo emoção intensa ao público.
Liricamente controversas
Romênia entra com Choke Me, que gerou debates por referência a estrangulamento. A intérprete Alexandra Căpitănescu sustenta que a canção usa a metáfora para pressões internas, não para conteúdo sexual. A faixa é marcada por riffs de guitarra pesados.
Verônica Fusaro, da Suíça, apresenta Alice, uma balada em volta de abuso narrado pela perspectiva de um stalker, acrescentando camadas que ampliam a força da música.
Bops descomplicados
Bulgária leva Bangaranga, de Dara, ritmo dançante com letras ousadas e uma letra de humor negro. Alemanha aposta em Fire, andamento euro-dance com referências a Dua Lipa, que pode cativar o televoto mesmo com um tom menos marcante.
Bélgica traz Dancing On the Ice, de Essyla, produção elegante porém com refrão menos explosivo. Chipre entrega Antigoni com Jalla, mesclando Tsifteteli e influências de Shakira, apesar das críticas históricas em relação ao uso de dialeto.
Bops complicados
Finlândia apresenta Liekinheitin, de Linda Lampenius e Pete Parkkonen, uma transformação de ballad para electro-pop com solo de violino intenso. A canção é favorita para vencer, com Greece próxima na corrida.
Grécia aposta em Akylas com Ferto, que mistura instrumentos tradicionais, efeitos de videogame e uma letra sobre a relação com a mãe durante a crise financeira. A música amplia o ritmo após o instrumental inicial.
Polônia traz Pray, de Alicja, que inicia com órgão gospel e coro, depois faz transição para rap, criando surpresa rítmica. Lituânia apresenta Lion Ceccah em Sólo Quiero Más, uma performance em várias línguas sobre IA e realidade.
Clássicos do rock
Noruega envia Jonas Lovv com Ya Ya Ya, rock direto e cativante, reminiscente de anos 2000. Estônia responde com Vanilla Ninja em Too Epic To Be True, energia pop-rock leve, com tom divertido.
Sérvia apresenta Lavina em Kraj Mene (Next To You), nu-metal com tensão emocional crescente e explosão vocal do frontman. A canção cria atmosfera sombria e potente no palco.
A lista completa reflete a diversidade de estilos que a Eurovisão 2026 reúne, mantendo o foco em performances, letras e possibilidades de classificação. Viena recebe as votações sem fechar o roteiro da competição.
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