- Bob Marley recusou a amputação do dedo do pé com câncer, por manter a crença rastafárica de que o corpo é um templo.
- O câncer foi no dedão do pé; médicos recomendaram a amputação, mas ele não aceitou, o que contribuiu para a progressão da doença.
- Marley nasceu em 6 de fevereiro de 1945, na Jamaica, e morreu em 11 de maio de 1981, em Miami, durante tentativa de voltar para a Jamaica.
- Considerado o maior ícone do reggae, liderou os Wailers e lançou álbuns como Exodus e Legend, além de marcar história com turnês globais.
- Seu legado permanece vivo na cultura jamaicana, em estátuas, referências na música e em influências internacionais, incluindo artistas brasileiros.
Bob Marley, ícone do reggae, é tema de lembrança neste Dia Nacional do Reggae, 11 de maio. O artista jamaicano, nascido em 6 de fevereiro de 1945, completaria 81 anos em 2026. Marley faleceu em Miami, em 11 de maio de 1981, após lutar contra um câncer de pele no dedão do pé.
Nascido em Nine Mile, Saint Ann, Marley mudou-se ainda criança para Kingston com a mãe. A trajetória começou nos Wailing Wailers, banda formada em 1962 com Peter Tosh e Bunny Wailer, que depois se tornou The Wailers. O grupo ganhou projeção com letras sociais e espirituais.
A vida de Marley ganhou alcance internacional após shows nos EUA e na Inglaterra. Eric Clapton gravou I Shot the Sheriff, elevando o jamaicano ao topo das paradas. Em 1976, ele organizou o show Smile Jamaica pela paz, foi baleado no braço, mas manteve a apresentação.
Após a experiência em Londres, Marley gravou Exodus e, em 1980, lançou Uprising. A maior turnê europeia ocorreu na época, com uma apresentação em Milão para público de 100 mil pessoas. Em 1981, ele viajava da Alemanha para a Jamaica quando adoeceu e morreu em Miami.
O movimento rastafári moldou boa parte de sua obra. Marley defendia Haile Selassie I como figura central de fé e cobrava a união africana. A cannabis era apresentada por ele como uso religioso, e os cabelos longos em dreadlocks simbolizavam a espiritualidade rastafári.
Legado e presença cultural permanecem: a coletânea Legend vendeu mais de 20 milhões de cópias, tornando-se o álbum de reggae mais vendido da história. Estátuas e referências em Kingston celebram seu impacto. No Brasil, Gilberto Gil popularizou Marley ao gravar Não Chores Mais, versão de No Woman, No Cry.
No país, a memória de Marley também envolve encontros de outros artistas: Chico Buarque e Marley marcaram presença em 1980, durante encontros promovidos por Firmo. A influência de Marley inspira produções visuais, exposições e grafites ao redor do mundo.
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