- Em 2025, artistas brasileiros geraram quase R$ 2 bilhões em royalties no Spotify, alta de 24% em relação a 2024.
- O Brasil tornou-se, pela primeira vez, o oitavo maior mercado fonográfico do mundo, segundo a IFPI.
- O funk brasileiro foi apontado como o gênero de maior crescimento na plataforma, com avanço de 36% no último ano.
- A receita gerada por músicas em português cresceu 26% em 2025 e 51% nos últimos dois anos.
- O Spotify explica que não existe valor fixo por reprodução; pagamentos vão para detentores de direitos e há ações contra streams falsos e perfis bots.
O funk brasileiro é apontado como o gênero de maior crescimento no mundo, segundo relatório Loud & Clear divulgado pelo Spotify durante a edição brasileira. O estudo destaca aumento de produção em português e expansão do streaming no mercado nacional em 2025.
Dados do Spotify indicam que artistas brasileiros geraram quase R$ 2 bilhões em royalties apenas no Spotify em 2025, uma alta de 24% frente ao ano anterior. O crescimento ocorre em meio a expansão global do streaming e da produção local.
O informe também posiciona o Brasil como o oitavo maior mercado fonográfico mundial, conforme dados da IFPI. O avanço é atribuído à maior participação de músicas em português nas plataformas digitais.
Remuneração e funcionamento do streaming
O relatório aborda críticas sobre remuneração na indústria. O Spotify afirma que não existe valor fixo por reprodução e que o pagamento depende da participação de cada obra no total de streams. Os rendimentos vão aos detentores de direitos, não aos artistas diretamente.
A empresa reforça que os pagamentos chegam a gravadoras, distribuidoras e editoras, que repassam aos músicos e compositores. Essa distribuição é apresentada como fundamentada na participação da obra no ecossistema de streams.
Artistas independentes e expansão de carreira
O estudo aponta aumento de artistas independentes no Brasil, com mais de 40 nomes que já passaram dos R$ 5 milhões em royalties na plataforma. O número de artistas gerando mais de R$ 1 milhão cresceu 24% no último ano e dobrou desde 2022.
Como exemplo de iniciativas de descoberta de novos talentos, o relatório cita o radar do Spotify, que impulsiona artistas emergentes. Perfis como NandaTsunami e Veigh aparecem como casos de alcance internacional.
IA, autenticidade e combate a streams falsos
Carolina Alzuguir, head de Música do Spotify Brasil, destaca esforços para verificar a autenticidade de artistas e coibir perfis falsos. A plataforma não se opõe ao uso de inteligência artificial na produção musical, desde que haja participação humana.
Ferramentas de IA já integram etapas criativas como produção, mixagem e composição, segundo a executiva. O Spotify ressalta que a participação humana pode ser positiva quando existente, sem excluir a IA como recurso auxiliar.
Combate a manipulação de reproduções
Entre as preocupações da indústria estão os chamados “streams falsos” usados para inflar números e desviar receitas. O Spotify afirma atuar para neutralizar esse comportamento, incluindo a suspensão de perfis suspeitos de gerar bots.
Artistas vinculados a práticas de manipulação podem sofrer remoções de rankings, revisão de royalties, retirada de músicas da plataforma e notificação às gravadoras. A empresa classifica a prática como prejudicial a toda a cadeia musical.
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