- A Sony Music anunciou a compra do catálogo da Recognition, que detém músicas de Beyoncé, Lady Gaga, Journey e Leonard Cohen, em parceria com o fundo soberano de Singapura, GIC, por cerca de US$ 4 bilhões (aprox. R$ 19,6 bilhões).
- A operação amplia a presença da Sony no mercado de direitos musicais e passa a gerar receitas com reproduções em plataformas de streaming e outros licenciamentos.
- O acervo reúne mais de 45 mil músicas, incluindo hits como “Single Ladies (Put A Ring On It)”, “Bad Romance”, “Don’t Stop Believin’” e “Hallelujah”.
- A Recognition começou como Hipgnosis Songs Fund; abriu capital em 2018 e, em 2024, foi adquirida pela gestora Blackstone, que mudou o nome para Recognition.
- Analistas veem a transação como fortalecedora do mercado de direitos musicais, com o presidente da Sony Music destacando a importância estratégica do catálogo.
A Sony Music anunciou nesta segunda-feira, 11, a compra do catálogo da Recognition, empresa que detém sucessos de Beyoncé, Leonard Cohen, Lady Gaga e da banda Journey. O acordo envolve um investimento de aproximadamente US$ 4 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 19,6 bilhões, segundo fontes próximas às negociações.
A operação é realizada pela Sony em parceria com o fundo soberano de Singapura, a GIC. Com a aquisição, a Sony passa a receber receitas de licenciamento por streaming e outras licenciaturas comerciais do catálogo da Recognition, que reúne mais de 45 mil músicas.
O Financial Times informou que o valor da transação foi confirmado por pessoas envolvidas no processo. Entretanto, a Sony, a GIC e a Recognition não comentaram os detalhes financeiros do acordo.
Contexto do acordo
A Recognition nasceu como Hipgnosis Songs Fund e, após abrir capital em 2018, passou por mudanças de gestão e, em 2024, foi adquirida pela gestora americana Blackstone, que rebatizou a empresa.
A compra reforça o interesse do mercado por direitos musicais, considerado por analistas um ativo de retorno estável. Segundo o executivo da Blackstone, o negócio proporcionou retorno sólido aos investidores e aumentou a confiança nesse tipo de ativo.
Para Rob Stringer, presidente da Sony Music, a aquisição aproxima a empresa de um catálogo considerado entre os mais icônicos da história do pop, ampliando a diversidade de repertório sob gestão. A operação representa, segundo a companhia, uma estratégia de longo prazo no setor de direitos autorais.
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