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Produtor de Death Row diz que espólio de Tupac deve royalties de All Eyez on Me

Produtor Daz Dillinger aciona espólio de Tupac, cobrando royalties de mais de uma dúzia de faixas de All Eyez on Me; pagamento depende de prestação de contas

Foto: Steve Eichner/Getty Images / Rolling Stone Brasil
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  • Daz Dillinger, produtor da Death Row Records, moveu ação contra o espólio de Tupac Shakur, afirmando que lhe devem royalties de mais de uma dúzia de músicas que coescreveu e produziu.
  • Entre os temas contestados estão cinco faixas do álbum All Eyez on Me, lançado em 1996, incluindo Ambitionz az a Ridah, Skandalouz, Got My Mind Made Up, 2 of Amerikaz Most Wanted e I Ain’t Mad at Cha.
  • O processo indica que, após pedir royalties em 2024, Arnaud recebeu US$ 91.000 da Amaru Entertainment, empresa que administra os ativos musicais de Tupac, mas não houve demonstrativos para validar o valor.
  • Bret Lewis, advogado de Arnaud, disse à Billboard que a Amaru pode ter deixado de prestar contas ou pagar valores devidos dentro dos prazos de prescrição, e que o valor exato será comprovado na fase de descoberta.
  • Não houve resposta imediata do espólio de Tupac aos pedidos de comentário, e o histórico inclui, em 2001, uma ação anterior de Afeni Shakur contra Arnaud por violação de direitos autorais, resolvida fora dos tribunais no ano seguinte.

Daz Dillinger, produtor da Death Row Records, moveu uma ação contra o espólio de Tupac Shakur, alegando royalties não pagos de mais de uma dúzia de músicas que co-produziu e coescreveu. A ação, registrada com base em documentos de 8 de maio, envolve o material de All Eyez on Me, lançado em 1996. O processo tramita nos Estados Unidos, buscando compensação financeira.

Segundo a queixa, Arnaud afirma que, após solicitar royalties em 2024, recebeu apenas 91 mil dólares da Amaru Entertainment, administradora dos ativos de Tupac, mas não houve apresentação de demonstrativos para validarem o valor. O representado por Arnaud aponta violação de contas e possível atraso na prestação de contas.

Bret Lewis, advogado de Arnaud, disse à Billboard que a empresa pode não ter cumprido prazos de prescrição e que o total devido será comprovado ao longo do processo, com base em provas durante a contabilidade e a fase de descoberta. Um representante do espólio não comentou até o momento.

Contexto anterior

Em 2001, Afeni Shakur, mãe de Tupac e coadministradora do espólio, processou Arnaud por violação de direitos autorais, acusando-o de planejar lançar gravações-mestre sem autorização. O caso foi resolvido fora dos tribunais em 2002, sem detalhes públicos sobre o acordo.

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