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Kanye West perde processo por uso não autorizado de trecho em Hurricane

Júri decide que Ye violou direitos autorais ao usar trecho de demo sem licença em Hurricane; Ye, Yeezy LLC e marcas ligadas condenados a indenizações de seis dígitos

Kanye West em 2025 (Foto: DUTCH / Bauer
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  • Um júri decidiu, nesta terça-feira, que Kanye West — agora Ye — violou direitos autorais ao usar um trecho da demo MSD PT2 na versão inicial da música Hurricane, apresentada em Atlanta em julho de 2021.
  • Ye ficou responsável por US$ 176.153 pessoalmente, a Yeezy LLC também por US$ 176.153, e as lojas de merchandising Yeezy Supply e Mascotte Holdings por US$ 41.625 e US$ 44.627, respectivamente.
  • A ação foi movida pela Artist Revenue Advocates em nome de quatro músicos que criaram o beat de MSD PT2: Khalil Abdul-Rahman, Sam Barsh, Dan Seeff e Josh Mease.
  • Os músicos argumentaram que Hurricane tem a MSD PT2 como base instrumental e que não houve licença ou acordo para o uso do trecho; eles também alegaram que o trecho foi removido de Hurricane após o show, mas já gerara lucros.
  • O julgamento ocorreu ao longo de seis dias, com alegações de que Ye faturou cerca de US$ 5,6 milhões com ingressos, merchandising e acordo de transmissão do show.

Kanye West, agora conhecido como Ye, foi considerado responsável por violação de direitos autorais envolvendo uma demo inédita de MSD PT2 utilizada em Hurricane. O veredito saiu após um júri unânime, com Ye responsável por US$ 176.153 e a empresa Yeezy LLC pela mesma quantia. Yeezy Supply e Mascotte Holdings receberam US$ 41.625 e US$ 44.627, respectivamente. A decisão envolve a ação movida pela Artist Revenue Advocates (ARA) em nome de quatro músicos.

A ação sustenta que MSD PT2 formava a base instrumental de Hurricane, faixa vencedora do Grammy, apresentada ao público em 2021, durante uma audição de Ye para 40 mil fãs no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Os autores afirmam que o trecho foi usado sem licença ou autorização e monetizado pelo artista no show. Os músicos também argumentam que deveriam ter participação de 50% no publishing da composição.

Durante o julgamento de seis dias, a ARA afirmou que Ye ganhou US$ 5,6 milhões com ingressos, merchandising e acordo com a Apple Music pelo show. Os músicos teriam contribuído com a base instrumental para Hurricane, que se tornou a faixa mais ouvida de Donda na época. A defesa sustenta que houve crédito voluntário a esses artistas e que não houve negociação de licença.

A Julia principal da ARA, Irene Lee, descreveu MSD PT2 como a espinha dorsal de Hurricane. Ela afirmou que não houve acordo ou autorização para o uso do trecho e que Ye removeu o trecho após a audição. A defesa de Ye, representada por Eduardo Martorell, contesta o valor do caso e afirma que a empresa de advogados estaria buscando arrecadação ilegal, defendendo que Ye creditou os artistas como coautores de Hurricane.

O processo envolve ainda Adam Seeff, Khalil Abdul-Rahman, Sam Barsh e Josh Mease, que teriam criado o beat em 2018 e repassado a Ye. Os músicos teriam reagido nas redes sociais após ver o vídeo do show com o uso do trecho. O veredito aponta que a versão final de Hurricane incorporou elementos de MSD PT2 de forma não autorizada, conforme o relato dos autores.

Em fevereiro, o juiz responsável rejeitou alegações de violação sobre a interpolação na versão final de Hurricane, mantendo contratos prévios de royalty. Os autores tinham buscado reverter esse ponto, mas o juiz afirmou que alterações precisariam de assinatura escrita. O caso permanece em curso para eventuais apelos.

Britton Monts, gerente da ARA, declarou em depoimento que a organização foi criada para defender artistas com dificuldade de receber seus direitos. Ele mencionou que o processo contra Ye é o único ajuizado pela ARA até o momento. A defesa questiona a identidade de financiadores da ARA, sem confirmar quem está por trás da ONG.

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