- O musical Minha Estrela Dalva chega a São Paulo, em cartaz no Teatro do SESI‑SP, com sessões de quinta a domingo e ingressos gratuitos.
- Renato Borghi atua como ele mesmo, revisita a trajetória de Dalva de Oliveira e revela o sonho de montar um espetáculo com ela cantando Brecht e Weill.
- Soraya Ravenle interpreta Dalva de Oliveira; o elenco ainda conta com Ivan Vellame, que representa os grandes amores da cantora.
- A direção é de Elias Andreato e Elcio Nogueira Seixas, e a montagem mistura memória, fantasia e visão sobre a vida da artista, incluindo julgamentos públicos e resistência feminina.
- O espetáculo utiliza clássicos da cantora, conecta a era de ouro do rádio a temas atuais de linchamento virtual e destaca trechos como Jenny dos Piratas, Errei Sim e Bandeira Branca.
O musical Minha Estrela Dalva chega a São Paulo celebrando a vida e o legado de Dalva de Oliveira. A montagem fica em cartaz no Teatro do SESI-SP, na Avenida Paulista, com sessões de quinta a domingo e ingressos gratuitos.
A peça nasceu da relação de décadas entre o ator e dramaturgo Renato Borghi e a cantora Soraya Ravenle. Borghi relembra a infância ligada à trilha de Branca de Neve, onde Dalva dublava a princesa, dando início à paixão que moldou o projeto.
Em cena, Borghi encena a si mesmo em uma narrativa que mescla memória, fantasia e reencontro artístico. Ravenle assume o papel central de Dalva, trazendo uma leitura contemporânea da artista.
Elenco e direção
A direção é assinada por Elias Andreato e Elcio Nogueira Seixas, que também interpreta a versão jovem de Borghi. O elenco inclui Ivan Vellame, que vive os amores de Dalva, como o compositor Herivelto Martins.
O musical aborda romances marcantes e conflitos públicos da era de ouro do rádio brasileiro. A dramaturgia foca na figura da artista frente a julgamentos e controles de carreira.
Temas e linguagem
A produção propõe um mergulho emocional e político na vida de Dalva, destacando coragem, resistência e a luta contra o machismo. O texto compara o tratamento da artista nas décadas de 1940 e 1950 com tentativas de linchamento virtual atuais.
No palco, clássicos da cantora conduzem a narrativa, com referências a Errei Sim, Bandeira Branca e Jenny dos Piratas. O momento central envolve a interpretação de Jenny, símbolo de resistência.
Aspectos técnicos
A direção musical fica a cargo de William Guedes, o cenário é de Márcia Moon, a iluminação de Wagner Pinto e os figurinos de Fábio Namatame. O espetáculo mescla o glamour da rádio antiga com elementos do teatro épico brechtiano.
O projeto descreve Dalva como mulher viva, contraditória e indomável, transformando dor em música. A proposta é oferecer uma leitura abrangente da artista e de seu contexto histórico.
Fonte: Terra, Rolling Stone Brasil.
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