- Beth Orton fala sobre descobrir a voz aos 19 anos, o encontro com o produtor William Orbit e o caminho até se enxergar como música.
- No processo criativo, inspirações aparecem para ela, com melodia, palavras e acordes surgindo juntos; depois ela trabalha para tornar consciente o que veio quase que “sem querer”.
- A cantora relembra a memória musical mais antiga: ouvir Bowie aos cerca de nove anos, em Norwich, que a empolgou quanto à vida.
- Ela cita John Martyn como grande influência; conhecê-lo pessoalmente não foi como esperava, mas continua admirando a música dele; e houve a passagem no metrô em que o público cantou “She Cries Your Name”, sem ela participar.
- O albúm The Ground Above sai em 26 de junho pela Partisan Records; a faixa Feel to Believe teve produção de David Roback, de Mazzy Star, que a incentivou a tocar sozinha; a artista também comenta a relação com Central Reservation e as reinterpretações ao vivo.
Beth Orton revela caminhos da criatividade, influências e a inspiração de Bowie antes do novo álbum The Ground Above, com lançamento em 26 de junho pela Partisan Records. Em entrevista, a cantora descreve como descobriu a própria voz, os processos de composição e momentos marcantes da carreira.
Orton conta que começou a cantar durante um trabalho de teatro experimental em 1989, em um intercâmbio cultural entre Ucrânia e Reino Unido. Ela relata ter recebido orientação de William Orbit, que a viu como futura estrela e a conectou a uma professora de canto. Hoje, ela encara a música como sua principal profissão.
O processo criativo da cantora envolve inspirações que surgem em caminhadas ou conversas, passando pela melodia, palavras e acordes em conjunto. O desafio, segundo ela, está em transformar ideias inconscientes em algo consciente e sólido, mantendo o equilíbrio entre emoção e técnica.
Influências e momentos da carreira
Orton relembra a lembrança musical mais antiga com o irmão tocando David Bowie, em Norwich, aos nove anos, que acendeu o interesse pela energia da música. Segundo ela, Bowie teve grande impacto inicial, mesmo após encontros posteriores que não foram tão próximos.
Ela enfatiza a influência de John Martyn, mencionando que o encontro pessoal não foi tão próximo, mas a admirava e continua admirando a obra dele. Sobre a experiência com a London Underground, afirma que a canção She Cries Your Name ganhou coro de passageiros, mas ela não participou do cantar.
A colaboração com The Chemical Brothers em Where Do I Begin é citada como símbolo do caos dos anos 90, refletindo a mistura de festa e confusão vivida na época. Em relação ao álbum Central Reservation, ela admite haver sentimentos conflitantes sobre o processo de remixar faixas, mas afirma que continua cantando as canções ao vivo com reimaginações.
Sobre influências sonoras e repertório
Orton revela que a faixa Feel to Believe, do Central Reservation, nasceu de uma tentativa de produzir com o músico Mazzy Star, David Roback, em Oslo. O processo mostrou-lhe que não precisava de colaborações externas para atingir o resultado desejado, uma lição que carrega até hoje.
Para lidar com momentos de tristeza, a cantora diz que evita música pesada, preferindo buscar nos próprios trabalhos um refúgio. Ela comenta que busca compor sons que representem sentimentos difíceis e preencham lacunas auditivas que não encontra em outros lugares.
Beth Orton apresentará The Ground Above em 26 de junho, via Partisan Records, com a expectativa de explorar novas sonoridades mantendo a essência de sua identidade musical.
Entre na conversa da comunidade