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Conheça Paulinho da Costa, o primeiro brasileiro a entrar na calçada da fama

Percussionista já trabalhou com mais de 900 artistas e foi considerado por Michael Jackson como o maior percussionista do mundo

Foto: Divulgação

Nesta última terça-feira (13), o percussionista Paulinho da Costa se tornou o primeiro brasileiro a ter o nome gravado na Calçada da Fama de Hollywood, com a estrela de número 2.844, localizada na Vine Street, 1709. Na prática, o Brasil já tinha um nome na Calçada da Fama, o de Carmen Miranda, mas ela nasceu […]

Nesta última terça-feira (13), o percussionista Paulinho da Costa se tornou o primeiro brasileiro a ter o nome gravado na Calçada da Fama de Hollywood, com a estrela de número 2.844, localizada na Vine Street, 1709.

Na prática, o Brasil já tinha um nome na Calçada da Fama, o de Carmen Miranda, mas ela nasceu em Portugal e foi naturalizada brasileira, após passar grande parte da vida no país e se tornar um dos maiores símbolos da cultura nacional. Paulinho, porém, é o primeiro brasileiro nascido no país a alcançar esse feito. 

A Calçada da Fama de Hollywood, ou Hollywood Walk of Fame, é um espaço dedicado a homenagear celebridades da indústria do entretenimento, divididas em cinco categorias: cinema, televisão, música, rádio e teatro. Para receber uma estrela, o artista precisa cumprir alguns critérios, como ter pelo menos cinco anos de carreira, relevância no setor e disponibilidade para participar da cerimônia de inauguração. Caso a homenagem não aconteça em até dois anos, a indicação perde a validade.

Foto: Reprodução/Youtube/Walk of fame

Embora o nome de Paulinho possa parecer incomum para muitos, você provavelmente já ouviu algum de seus trabalhos. O músico é uma figura discreta da cultura brasileira, responsável por levar a sonoridade tradicional do país ao exterior, além de ter colaborado com artistas renomados, como Michael Jackson, e participado da trilha sonora de grandes filmes.

A trajetória do percussionista carioca

Nascido no bairro de Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em 1948, Paulinho descobriu o amor pela música ainda na infância. Aos cinco anos, já demonstrava fascínio pelos sons e experimentava diferentes ritmos e instrumentos. 

Sua entrada no mundo da música começou de fato pela música popular religiosa, quando passou por rodas musicais na Festa da Penha e em terreiros de candomblé. A carreira ganhou mais visibilidade e uma base sólida quando Paulinho se tornou ritmista da ala jovem da Portela, uma das escolas de samba mais tradicionais do Rio, onde também participou de desfiles de Carnaval.

Foto: Reprodução/Youtube

Essa fase da trajetória foi essencial não apenas por representar um dos primeiros degraus rumo à fama, mas também por ajudar Paulinho a construir sua identidade musical e a definir os ritmos que levaria do Rio de Janeiro para o mundo, como a percussão afro-brasileira, o Samba, a levada de terreiro, o pandeiro, a cuíca, o agogô e outras marcas da música brasileira. 

Entre as décadas de 1960 e 1970, Paulinho se profissionalizou na música e passou a tocar com artistas como Alcione, além de integrar a banda de Sérgio Mendes, o Brasil ’77. Foi com o grupo que o músico chegou ao exterior e passou a viver em Los Angeles a partir de 1973.

A partir daí, Paulinho passou a se inserir na indústria musical americana, com o diferencial de levar a essência brasileira para o exterior. 

A virada real veio em 1975, quando Paulinho participou da música “Love Machine”, do grupo The Miracles. Ele ficou responsável pelas percussões, em sua primeira participação em uma faixa de grande sucesso. 

Com isso, seu nome passou a ganhar mais prestígio dentro da indústria, principalmente pela capacidade de acrescentar uma nova camada ao instrumental das músicas. Paulinho não apenas fazia as percussões, mas levava para cada trabalho a força de sua formação brasileira e dos ritmos que carregava consigo. 

O tchan de Paulinho

Paulinho sabia transitar entre gêneros, e esse era um de seus pontos mais fortes. Ele tocava em músicas de Pop, Jazz, Funk, Soul, R&B, Disco, Música Latina, trilhas de cinema e também na própria música brasileira.

Paulinho também é multi-instrumentista, ou seja, seu trabalho na percussão e na música não se limita a um único instrumento. Entre os principais que toca estão congas, bongôs, timbales, pandeiro, surdo, repinique, berimbau, atabaque, cuíca, reco-reco, tamborim, ganzá, agogô, caxixi e zabumba.

Foto: Reprodução/Facebook/Paulinho da Costa

Paulinho já trabalhou em mais de 6 mil faixas

Como mencionado anteriormente, Paulinho é um instrumentista que, apesar de ter uma carreira solo, ficou mais conhecido pelo trabalho realizado ao lado de outros artistas e em trilhas sonoras de filmes, com colaborações ao lado de grandes nomes da música. 

Entre os principais artistas com quem Paulinho trabalhou, o destaque fica para Michael Jackson. A parceria começou em 1979 e passou por álbuns marcantes do cantor, como Off the Wall, Thriller e Bad, além da faixa icônica “We Are the World”. O Rei do Pop, inclusive, considerava Paulinho o maior percussionista do mundo.

Além disso, Paulinho também trabalhou com Madonna, com participação no clipe da faixa “La Isla Bonita”, além de colaborar com nomes como Earth, Wind & Fire, Stevie Wonder, Elton John, Bob Dylan e muitos outros artistas.

Foto: Reprodução

Aos 77 anos, Paulinho já participou de cerca de 2.500 álbuns e 6 mil faixas, em trabalhos com 972 artistas diferentes. Ao todo, os projetos que contaram com sua participação acumulam 161 indicações e 59 vitórias no Grammy

Junto disso, ele também participou da trilha sonora de diversos filmes, como por exemplo A Cor Púrpura (1985), Dirty Dancing: Ritmo Quente (1987), Purple Rain (1984), Os Embalos de Sábado à Noite (1977), Footloose: Ritmo Louco (1984), Jurassic Park (1993), Hairspray – E Éramos Todos Jovens (1998), Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida (1981), Missão: Impossível 3 (2006), Mulan (1998), Ratatouille (2007), A Nova Onda do Imperador (2000), Transformers: A Vingança dos Derrotados (2009), Star Wars: Os Últimos Jedi (2017) e outros.

Atualmente, Paulinho é reconhecido mundialmente e ganhou ainda mais destaque com o documentário “The Groove Under the Groove: Os Sons de Paulinho da Costa”, lançado este ano pela Netflix. A produção apresenta a trajetória do artista e mostra como seus ritmos influenciaram a música popular, além de reforçar seu papel na difusão da sonoridade brasileira pelo mundo.

Foto: Divulgação

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