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Padre Fábio de Melo fala sobre fama, luto e ataques à sexualidade

Padre Fábio de Melo fala sobre o peso da fama, perda da mãe e depressão, além de ataques à sexualidade e reconhecimento de arrogância

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  • Padre Fábio de Melo concedeu entrevista ao videocast Conversa Vai, Conversa Vem, do jornal O Globo, abordando morte da mãe, depressão e vida sexual.
  • Ele disse que a fama chegou de forma rápida e intensa, mudou a rotina e chegou a despertar arrogância, algo que reconhece ter repetido em outros.
  • A morte da mãe, durante a pandemia, foi tema de grande dor e também de libertação, segundo o padre.
  • Ele contou ter enfrentado depressão e síndrome do pânico em 2017, com histórico familiar de sofrimento psíquico e tentativas de suicídio entre irmãos.
  • Também tratou dos ataques sobre sua sexualidade, dizendo que o ambiente online é hostil e que a sexualidade envolve afetos além da vida genital; mencionou o novo álbum O beijo que vós me nordestes, com participações de Gilberto Gil, Milton Nascimento, Maria Rita e Elba Ramalho.

O padre Fábio de Melo concedeu uma entrevista ao videocast Conversa Vai, Conversa Vem, do jornal O Globo, falando abertamente sobre momentos dolorosos de sua vida. O relato aborda a morte da mãe, depressão, vida sexual e o impacto da fama em sua rotina.

O sacerdote explicou como a ascensão pública ocorreu de forma rápida e intensa, alterando seus hábitos e o âmbito íntimo de sua vida. Ele citou que chegou a realizar cerca de 35 shows por mês pelo Brasil, o que, segundo ele, comprometeu a espontaneidade do trabalho e a saúde emocional.

A fama como desafio

Fábio de Melo criticou a fama, dizendo que ela funciona como um roubo ao que ele mais ama fazer. O artista afirmou ter reconhecido, ao longo do tempo, traços de arrogância que antes criticava em outras pessoas, e afirmou ter encontrado equilíbrio entre vida pública e espiritualidade.

A dor da perda da mãe

Em tom emocionado, o padre abordou a morte da mãe, tema central do livro A Vida é Cruel, Ana Maria. Ele descreveu tristeza profunda aliada a sensação de libertação, destacando que o vínculo materno era intenso a ponto de gerar medo de ficar sozinho.

A mãe de Fábio faleceu durante a pandemia, sem despedidas presenciais. O sacerdote disse que o rompimento de um significado tão importante é uma experiência difícil de suportar, lembrando que não há apenas a perda física.

Saúde mental na família

O religioso abriu sobre depressão e síndrome do pânico, dúvidas que surgiram após 2017, período marcado pelo suicídio de uma de suas irmãs. Ele relatou enfrentar um conjunto de dificuldades mentais e mencionou que irmãos da família também passaram por episódios depressivos.

Apesar da gravidade, o padre ressaltou que a luta contra o sofrimento emocional requer recursos internos. Disse que precisava encontrar ferramentas para seguir adiante e cuidar de si mesmo.

Ataques à sexualidade

O assunto envolvendo a sexualidade do sacerdote foi tema frequente nas redes sociais. Fábio de Melo afirmou que a hostilidade na internet contribui para transformar a vida em campo de batalha, o que, segundo ele, adoece quem está sob ataque.

O religioso reconheceu a curiosidade pública sobre a vida íntima de padres, mas afirmou que não pretende viver em função da opinião alheia. Comentou ainda que a sexualidade envolve afetos e não se restringe apenas à vida genital.

Novo disco como recomeço artístico

Além de relatos pessoais, o padre comentou o lançamento do álbum O beijo que vós me nordestes, inspirado na música nordestina e em repertório de Dominguinhos. Participam artistas como Gilberto Gil, Milton Nascimento, Maria Rita e Elba Ramalho.

Fábio de Melo destacou que a arte funcionou como forma de ressignificar a dor e manter o percurso profissional. O lançamento aparece como marco de renovação em sua trajetória artística.

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