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Drake lança três novos álbuns e continua dividindo fãs

Drake lança três álbuns, explorando vulnerabilidade, para virar a página da briga com Kendrick Lamar e manter o domínio comercial, mesmo diante da crítica

Montagem com as capas dos álbuns do rapper Drake
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  • Drake lançou três álbuns de estúdio na sexta-feira: Maid of Honour, Habibti (ambos curtos e dançantes) e Iceman, este último sendo o foco principal do conjunto.
  • Iceman é o projeto mais longo de Drake desde For All the Dogs, com 68 minutos, e aborda temas mais pessoais, sem a mesma entrega vulnerável de eras anteriores.
  • A crítica aponta que, em várias faixas, o rapper parece mais preocupado com poses do que com demonstrar sentimentos, embora haja momentos fortes nas quartetas Make Them Cry/Pay/Remember/Know, que falam sobre o diagnóstico de câncer do pai e a paranoia após a briga com Kendrick Lamar.
  • O álbum destaca a habilidade de Drake para batidas e samples de R&B, com momentos que remetem a Nothing Was the Same (2013) e Scorpion (2018), além de incorporar batidas de pista em faixas como 2 Hard for the Radio.
  • O conjunto é visto como uma tentativa de retomar a carreira após a disputa com Kendrick Lamar e, possivelmente, para encerrar o contrato com a Universal Music Group; o rapper é descrito como o “rapper que todos amam odiar” e mantém grande sucesso comercial.

Nesta sexta-feira, Drake lançou três álbuns de estúdio simultaneamente, marcando o retorno do rapper canadense após For All the Dogs (2023). Os discos Maid of Honour e Habibti são mais curtos, dançantes e descontraídos, enquanto Iceman se destaca como o carro-chefe, abordando temas pessoais. A capa de Iceman faz referência a Michael Jackson.

Diferentemente de lançamentos anteriores, a nova leva visa explorar vulnerabilidade e temas contemporâneos, mantendo o tom habitual de Drake. Mesmo com momentos mais leves, há passagens que retornam ao estilo contemplativo que o tornou um diferencial no hip hop mundial.

A crítica aponta que Iceman é o menos coeso entre os trabalhos recentes, com duração de 68 minutos. Faixas como Janice STFU e What Did I Miss? não atendem plenamente à expectativa de mostrar a sensação de fragilidade do artista, segundo avaliações iniciais.

Apesar disso, o conjunto de faixas de Make Them Cry, Make Them Pay, Make Them Remember e Make Them Know ganha corpo ao tratar de questões familiares, como o diagnóstico de câncer do pai de Drake, e das tensões geradas pela disputa pública com Kendrick Lamar. Esses momentos destacam a versatilidade vocal e o uso de instrumentais com alma.

O álbum também confirma o faro de Drake para batidas e samples de R&B, com mudanças de versão dentro de faixas que remetem a fases anteriores da carreira, incluindo referências a momentos de Nothing Was the Same (2013) e Scorpion (2018). Elementos de pista aparecem em faixas como 2 Hard for the Radio.

Em resumo, Iceman surge como uma produção inflada que pode ter sido mais enxuta. Maid of Honour e Habibti funcionam como complemento, ampliando o arco da carreira do artista. A repercussão inicial sugere que Drake busca fechar um ciclo de disputas com Kendrick Lamar e, possivelmente, romper com a gravadora que o detinha desde Not Like Us.

A leitura geral aponta que Drake continuará a polarizar o público — há quem ame e quem critique o estilo. O impacto comercial é visto como previsível, mantendo o artista entre os nomes mais fortes do rap global, mesmo diante de uma percepção de mudança de tom e de fase.

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