- Drake lançou três álbuns simultâneos — Iceman, Habibti e Maid of Honour — marcando um retorno que tem gerado críticas mistas.
- Juntas, as obras somam 43 faixas e mais de duas horas e meia de música, o que tem sido visto como excesso e prolongamento desnecessário.
- O crítico destaca que os melhores momentos aparecem apenas em Iceman, com faixas como Ran to Atlanta, Burning Bridges e National Treasures; Habibti e Maid of Honour são menos consistentes.
- Em Maid of Honour e Habibti, o material é mais voltado a dançar/ritmo e R&B, respectivamente, mas não há ganchos memoráveis suficientes para prender o ouvinte.
- A reportagem sugere que o conjunto pode ter relação com estratégias para sair do contrato com a gravadora Universal e menciona batalhas legais em curso envolvendo Drake.
Drake lançou um conjunto triplo de álbuns em 2026, reunindo Iceman, Habibti e Maid of Honour. A estratégia envolve um novo ciclo de conteúdo amplo, com lançamentos simultâneos e aparições de convidados, buscando manter o protagonismo do artista. O objetivo aparente é ampliar o alcance comercial e explorar diferentes estilos dentro do projeto.
Aocorreu em meio a várias frentes de disputa legal e controvérsias públicas. O rapper está envolvido em processos contra a sua gravadora sobre distribuição de streams e comentários sobre o material promocional do projeto. A equipe de Drake não comentou as acusações, e a gravadora informou que uma das ações é inexistente.
No aspecto musical, Iceman é apontado como o mais consistente do conjunto, com faixas que transitam entre electrónica sombria e rimas afiadas. Já Habibti se aproxima mais do R&B e de vocais com uso intenso de Auto-Tune. Maid of Honour tende ao ritmo de dança, com samples de músicas de casa, embora a ausência de ganchos marcantes seja citada pela crítica.
Análise direta das faixas
O material de Iceman é destacado por produção enxuta e atmosferas frias em faixas como Ran to Atlanta e Burning Bridges. Em National Treasures, o uso de sintetizadores e batidas de trap cria uma ambientação soturna, com participações e co-produções que ampliam o espectro sonoro do álbum.
Por outro lado, Maid of Honour é visto como menos previsível, ainda que careça de melodia cativante. A estética vocal com Auto-Tune persiste, e há experimentos com synths e trechos de funk dos anos 80. Em geral, a crítica reserva elogios pontuais sem recuperar o impacto de álbuns anteriores de Drake.
Habibti se divide entre referências de R&B e abordagens retro, com momentos de introspecção melódica e versos que repetem temas de superação de decepções. Entretanto, a sensação geral é de que o conjunto carece de uma linha melódica marcante que conecte as faixas de ponta a ponta.
Conclusões parciais da recepção
O conjunto é visto como uma iniciativa arriscada pela duração e pela diversidade de estilos. Críticos ressaltam que a soma de três álbuns gera uma experiência extensa, com possibilidades de desgaste para o público não dedicado. A avaliação aponta pouca coesão entre as obras.
A dupla de balanços entre inovação e repetição separa as faixas entre momentos de risco criativo e passagens previsíveis. Em resumo, a proposta apresenta resultados variados, com destaques concentrados em Iceman e em momentos pontuais de Maid of Honour.
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