- Jack Antonoff, vocalista do Bleachers, chamou criadores que usam IA de “p*tas sem Deus” em carta aos fãs publicada no Instagram, semanas antes do lançamento do álbum Everyone for Ten Minutes, previsto para 22 de maio de 2026.
- Ele reforçou o “ritual ancestral de escrever, gravar e se apresentar” como essencial, dizendo que otimizar o processo corta o sentido central do trabalho musical.
- Antonoff pediu que quem gosta de IA siga “direto para fora desse penhasco” e descreveu usuários de IA como “maus atores” que se revelam por meio de uma “gororoba”.
- O vocalista afirmou que artistas que não usam IA são “os grandes que lutam” e que ele e a banda continuarão dedicados a revelar o que vem de dentro.
- A reportagem da Rolling Stone EUA, publicada em março, tratou da adoção de IA na música, citando uma pesquisa da Tracklib em que jovens produtores mostraram maior ceticismo em relação à IA; Antonoff concordou com essa posição.
Jack Antonoff volta a provocar a discussão sobre IA na música em carta aos fãs. O vocalista dos Bleachers publicou a mensagem no Instagram na quarta-feira, semanas antes do lançamento do próximo álbum da banda, Everyone for Ten Minutes, previsto para 22 de maio de 2026. O texto reforçou a defesa do chamado “ritual ancestral” de escrever, gravar e apresentar as canções.
Segundo Antonoff, esse processo tradicional não deve ser substituído por ferramentas de IA. Ele afirmou que a ideia de otimizar o trabalho vai contra o que move o grupo, que prefere manter a experiência humana de compor, gravar e performar. A carta também criticou usuários da IA como atores que revelam seus métodos de forma inautêntica.
A declaração reforça a polarização do setor entre criadores que incorporam IA aos processos de produção musical e aqueles que defendem a prática puramente artesanal. A publicação chegou poucos dias após matérias sobre a adoção de IA na indústria, incluindo relatos sobre a diversidade de opiniões entre jovens produtores e profissionais de música.
Contexto na indústria
A matéria de março da Rolling Stone EUA citou a crescente presença da IA em várias etapas criativas, provocando debates sobre imparcialidade e originalidade. Em pesquisas com produtores, jovens no início de carreira mostraram resistência a adotar IA, destacando a importância da mão humana na expressão artística.
Antonoff também mencionou que, mesmo com o avanço da tecnologia, pessoas que não utilizam IA seguem fortes e dedicadas a revelar o que vem de dentro. O músico não detalha planos comerciais, mantendo o foco na premissa de que a música clássica depende de um ciclo humano de criação, prática e apresentação.
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