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Primeira gravação dos Beatles acende batalha legal com a Universal

Gravação demo histórica dos Beatles, encontrada nos pertences de Geoff Emerick, provoca disputa de propriedade entre seus herdeiros e a Universal Music Group

Paul, Ringo, John e George em cena de "Os Reis do Iê Iê Iê"
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  • Fita demo, primeira gravação conhecida dos Beatles, foi encontrada nos pertences do engenheiro de som Geoff Emerick (1962) com quatro faixas: Bésame Mucho, Love Me Do, PS, I Love You e Ask Me Why.
  • A gravação foi levada ao produtor George Martin na EMI Abbey Road; o grupo contou com o ingresso de Ringo Starr no lugar de Pete Best posteriormente.
  • Após a morte de Emerick em 2018, seus herdeiros entraram com ação nos tribunais de Los Angeles para reconhecerem-se proprietários da fita.
  • A Universal Music Group (UMG), que adquiriu a EMI em 2012, afirma que o material não foi abandonado e pediu a devolução do artefato.
  • O processo segue no tribunal de sucessões, com disputa sobre propriedade e sobre eventual prescrição da reivindicação dos herdeiros.

Uma fita demo de uma gravação dos Beatles foi encontrada entre os pertences de um engenheiro de som, gerando uma disputa judicial sobre a titularidade do material. O caso envolve os herdeiros de Geoff Emerick, o engenheiro que trabalhou no início dos estúdios EMI, hoje conhecido como Abbey Road, e a Universal Music Group (UMG). A ação tramita em Los Angeles.

A gravação original data de 1962, quando a banda ainda não era conhecida. Naquele dia, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e o então baterista Pete Best registraram quatro faixas no estúdio EMI, que mais tarde ficou conhecido como Abbey Road. O material foi levado ao produtor George Martin na sede da EMI, em Manchester Square.

A família de Emerick encontrou a fita após o falecimento do engenheiro, em 2018. Os herdeiros afirmam que Emerick tinha a intenção de resgatar a demo quando a EMI abandonou a propriedade dos artefatos para descarte, e que, portanto, a gravação não deveria ter sido retirada do local.

A Universal Music, que comprou a EMI em 2012, descobriu a existência da fita quando ela foi colocada à venda online pouco após a morte de Emerick. Em documentos judiciais, a gravadora afirma ter sido acionada para devolver o artefato, alegando que a obra não estava abandonada e sim em estágio de desenvolvimento.

A disputa está no tribunal de sucessões de Los Angeles, com os advogados descrevendo o material como um artefato das primeiras gravações dos Beatles. Os herdeiros defendem que, por não existir testamento de Emerick, o espólio tem direito de propriedade sobre o artefato.

Entre os pontos do processo, o espólio sustenta que a existência da gravação depende de Emerick, que teria atuado para resgatar a demo. A Universal, por sua vez, afirma que o material não foi abandonado e que os direitos devem ser reconhecidos pela empresa, sob a lei aplicável.

A história envolve ainda a passagem de direitos da EMI para a UMG e a responsabilidade de distinguir entre itens descartados e artefatos com valor histórico. O desfecho do caso depende das decisões do tribunal de sucessões e da comprovação de titularidade sobre o material.

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