- A final do Festival Eurovision acontece em Viena neste sábado, com 25 países na final, incluindo Israel.
- Cinco emissoras públicas — Espanha, Holanda, Irlanda, Islândia e Eslovênia — boicotam a participação de Israel por causa da ofensiva em Gaza.
- A Irlanda, pela RTÉ, afirmou que participar seria inconcebível diante da crise humanitária em Gaza.
- O diretor do concurso, Martin Green, disse que o Eurovision é um espaço neutro onde artistas se reúnem pela música.
- Os boicotes reduziram as inscrições a 35, o menor desde 2003, e a audiência global no ano passado foi estimada em 166 milhões.
O final do Festival Eurovision acontece neste sábado em Viena, Áustria. O evento reúne artistas de países de várias regiões, em uma disputa marcada pela participação de Israel, alvo de protestos por parte de alguns países.
Organizadores e participantes aguardam um show de grande público, mesmo com boicotes anunciados por emissoras públicas de cinco países. Espanha, Holanda, Irlanda, Islândia e Eslovênia deixaram de participar como forma de protesto contra a participação israelense.
Boicotes e participação
O protesto é motivado pela ofensiva militar de Israel em Gaza, iniciada após o ataque de Hamas em 7 de outubro de 2023. A Irlanda, por meio da RTE, afirmou que competir seria inconcebível diante da crise humanitária.
Martin Green, diretor do concurso, afirmou que o Eurovision busca manter um espaço neutro onde artistas de diferentes nações se encontrem pela música. Ele ressaltou a meta de manter a competição como um palco global.
Desdobramentos e números
A desistência de alguns países reduziu o número de inscrições para 35, o menor desde 2003. A audiência global prevista é de cerca de 166 milhões de pessoas, diante de 128 milhões estimados para o Super Bowl no ano anterior.
Ao todo, 25 países estarão representados na final de sábado, incluindo Israel. A organização não forneceu estimativas de audiência específicas para a edição deste ano.
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