- Gravação ocorreu em 8 de dezembro de 1980, horas antes do homicídio, no Edifício Dakota, em Nova York, com Yoko Ono, para promover o álbum Double Fantasy.
- Lennon disse que seu trabalho não estaria terminado até ele estar morto e enterrado, e que esperava demorar muito tempo.
- Trechos da entrevista aparecem no documentário de Steven Soderbergh, John Lennon: The Last Interview, que estreou no Festival de Cannes.
- O cantor comenta Kennedy como símbolo de esperança e afirma estar animado com o retorno à música, descrevendo a produção artística como uma “diarreia de criatividade.”
- Fala sobre Ono como sua melhor amiga, cita Paul McCartney como colega de colaborações e comenta a relação com os filhos Sean, de cinco anos na época, e Julian, ressaltando arrependimento por não ter sido presente.
John Lennon falou sobre estar morto e enterrado em entrevista gravada horas antes do assassinato, agora retratada no documentário de Steven Soderbergh. O filme John Lennon: The Last Interview estreou no Festival de Cannes, iniciando com trechos da conversa gravada em 8 de dezembro de 1980.
A entrevista foi conduzida pela RKO Radio, com Lennon e Yoko Ono, na sede do Dakota, em Nova York. Na ocasião, Lennon disse que seu trabalho não estaria completo até ele estar morto e enterrado, desejando que o tempo para isso fosse longo. O casal promovia o álbum Double Fantasy.
A gravação durou mais de três horas e meia, com a dupla discutindo a nova fase artística após um retorno aguardado. Lennon descreveu a produção criativa como uma diarreia de criatividade e falou das expectativas de lançar um ou dois álbuns com Ono.
Detalhes do documentário
O filme de Soderbergh compila a entrevista para revelar a abertura de Lennon e Ono, algo incomum nas entrevistas da época. O diretor afirmou que a tranquilidade da dupla facilita a percepção de temas como relacionamento, política e amor no cotidiano.
Na conversa, Lennon comenta a relação com Ono, o período de separação e a reconciliação, além de detalhes sobre a vida familiar com o filho Sean, então com cinco anos. Ele descreve Sean como um professor de autenticidade para si.
O músico também aborda a relação com o filho mais velho, Julian, fruto do casamento com Cynthia Powell. Ele expressa arrependimento por não ter sido pai presente, lembrando que Paul McCartney chegou a compor Hey Jude para confortar Julian durante o desentendimento entre Lennon e o filho.
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