- Drake lançou simultaneamente três álbuns — Iceman, Maid of Honour e Habibti — na madrugada de 15 de maio, somando 43 faixas e cerca de duas horas e meia de música.
- O destaque fica com Icemman, considerado o melhor trabalho de Drake desde For All the Dogs (2023), abriu de forma vulnerável e logo mergulha em ataques e revanchismo.
- A maior parte do disco traz controvérsias contra Kendrick Lamar e outros nomes da indústria, com produção de Boi-1da e Conductor Williams; há faixas que parecem repetitivas entre si.
- Participações incluem Future, 21 Savage e Molly Santana; a faixa Ran to Atlanta marca reconciliação pública com Future.
- O artista enfrenta processos contra a Universal Music Group e acusações de manipulação de streams; a recepção ao conjunto é mista, com qualidades destacadas em alguns momentos, mas sem consolidar a recuperação de credibilidade.
Drake retorna à cena com o conjunto Iceman, Maid of Honour e Habibti, lançado na madrugada de 15 de maio. A jogada envolve 43 faixas em 2h30, mirando acelerar a resposta do público e calar críticas sobre sua trajetória recente.
Iceman, o álbum principal promovido desde 2024, aparece como o mais forte do trio. Nele, Drake se mostra mais vulnerável nos primeiros minutos, mas o projeto desliza para ataques generalizados contra rivais e figuras da indústria.
O conjunto chega em meio a processos envolvendo a Universal Music Group e acusações de manipulação de streams. Mesmo assim, o receptor encontra momentos de franqueza e rimas abertas, ainda que o conjunto inteiro pareça mais revanchista do que coeso.
Make Them Cry abre com produção de Boi-1da e aborda a relação com a família, o câncer do pai e a sensação de envelhecimento. O tom é direto, mas a partir do meio o repertório volta à linha de ataques sem foco claro.
A sequência de faixas traz uma lista extensa de citados na seara de Drake, incluindo Kendrick Lamar, Rick Ross, DJ Khaled e Jay-Z. Embora alguns versos sejam afiados, a repetição de ataques enfraque a consistência do álbum.
Produção de alto nível sustenta o andamento. Boi-1da e Conductor Williams impõem um groove cru e minimalista, com 808s e timbres sujos que exigem entrega firme de Drake. Momentos como Whisper My Name ganham destaque pela instrumentação.
National Treasures, coproduzida por Wraith9, traz sintetizadores sombrios e mudanças para um ritmo mais industrial. A batida marcada mantém Drake em constant exposição, sem espaço para intervals relaxados.
Destaques aparecem em faixas como Janice STFU, que recorre a uma interpolação de Lykke Li, e Plot Twist, que mostra versatilidade de flow. Dust chama a atenção pela transição de beats, mantendo a atenção do ouvinte.
Colaboração com Future em Ran to Atlanta sinaliza uma leitura de reconciliação pública após intercâmbios entre seus divulgadores. Future entrega verso sólido, ajudando a sustentar a ponte entre artistas da região.
Participações incluem 21 Savage em B’s on the Table, que parece menos engajada, e Molly Santana, que cumpre o papel exigido. No conjunto, Iceman funciona como um show de Drake em carreira solo, com foco na rima e na entrega.
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