- Painel no São Paulo Innovation Week discutiu o futuro da música, questionando se a IA é ferramenta criativa ou ameaça à autenticidade.
- Participantes: Lobão, Tico Fernandes (diretor criativo da KondZilla) e Talita Ferraz Zioli (CEO da Sonora Digital).
- IA pode ampliar possibilidades criativas quando há intervenção humana; autenticidade da música ainda não é reproduzível pela tecnologia; existem limitações técnicas.
- Riscos apontados: produção em massa e impactos econômicos no mercado; possibilidade de precarização para profissionais da área.
- Os debates indicaram que a IA não substitui artistas; o maior desafio é lidar com o uso da tecnologia e adaptar-se ao mercado.
A inteligência artificial já faz parte da indústria musical, influenciando desde a criatividade até a produção e distribuição de conteúdos. No entanto, o tema suscita debates sobre autenticidade e os limites da criação humana na música. O SPIW discutiu esses impactos em um painel com especialistas da área.
O debate reuniu o músico Lobão, o diretor criativo da KondZilla, Tico Fernandes, e Talita Ferraz Zioli, CEO da Sonora Digital. Eles apresentaram visões distintas sobre como a IA pode ampliar possibilidades sem substituir a mão humana na prática artística.
IA como ferramenta criativa
Os participantes destacaram que a IA pode ampliar a criação musical quando há mediação humana por trás das ferramentas. Zioli disse que a IA potencializa a produção, mas a criatividade humana continua essencial. Fernandes afirmou que a autenticidade é inédita para a tecnologia.
Para o futuro, o grupo apontou o aspecto experimental da ferramenta. Fernandes comentou que o uso humano transforma IA em um espaço de exploração. Lobão defendeu os métodos tradicionais e a experiência de errar como valor da arte.
Limites e riscos para o mercado
O painel discutiu se a IA poderá substituir profissionais da indústria. Fernandes avaliou que, no funk, o uso de IA não é comum hoje, mas alertou para impactos econômicos, como produções em massa para gerar royalties. Zioli mencionou riscos para trabalhadores da música.
Mesmo com os desafios, Lobão ressaltou que fraudes existem há muito tempo no mercado criativo e que a resposta é desenvolver inteligência e habilidade. O músico afirmou que a tecnologia não eliminará os artistas, condicionando a adaptação à competência humana.
Adaptação necessária para a indústria
Os especialistas considering que a tecnologia é inevitável e que profissionais precisam se manter atualizados. Fernandes destacou a velocidade das novidades e a dificuldade de acompanhar todas as inovações. Zioli afirmou que transformações trazem perdas, exigindo reinvenção da cadeia produtiva.
Fernandes reforçou que isolar-se da tecnologia não é viável a longo prazo. Mesmo com resistência, o futuro tende a exigir participação ativa dos criadores na integração de IA. O consenso é que o elemento humano continuará sendo fundamental na arte musical.
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