- Bebé Salvego lança o terceiro álbum de estúdio, “Dissolução”, com lançamento previsto para o dia 20 de maio, que aborda transformação e fluidez musical.
- O processo criativo foi íntimo, com produção de Felipe Salvego, irmão da cantora, buscando crueza e liberdade; Bebé também atuou como coprodutora.
- O álbum mistura MPB, jazz e indie rock, incorporando guitarra e piano e apresentando a dissolução como mudança de estado.
- Participações de Tássia Reis, Tuyo, Marissol, Brisa Flow e Ana Karina refletem diferentes vertentes musicais presentes no projeto.
- A artista destaca ganho de autoconfiança e empoderamento, descrevendo a obra como um possível recomeço e ressaltando a responsabilidade com o público.
Bebé Salvego lança Dissolução, seu terceiro álbum de estúdio, com foco em construir e transformar a própria música. O projeto chega na próxima quarta-feira, 20, em meio à estreia no universo da produção musical da artista. A entrevista é exclusiva para a Rolling Stone Brasil.
O disco surgiu de um processo íntimo, feito em casa, com a intenção de oferecer crueza, aconchego e conforto ao público. A produção foi pensada para manter ideias espontâneas, permitindo que chegassem sem forçar. A autora afirma que a escolha de gêneros reflete um espaço criativo pessoal.
Bebé aponta que o MPB e o jazz próprias raízes ganharam novo formato no universo sonoro do álbum, mesclando com indie rock e MPB. As músicas nasceram de ideias puras, com canção e poesia surgindo antes de qualquer harmonia ou estrutura, sendo moldadas conforme o disco pedia.
Produção e liberdade criativa
A artista atuou como produtora, em parceria com o irmão Felipe Salvego, explorando imperfeições de modo autônomo para valorizar a emoção em detrimento da perfeição. A experiência é descrita como uma liberação do controle, mantendo a emoção como guia principal.
Bebé já coordenava coproduções no projeto SALVE_SE! (2024) e afirma que Dissolução representa muita liberdade. A artista considera o álbum como um recomeço, com mais vivência que influenciará produções futuras.
A sonoridade mistura guitarra e piano do jazz com o indie brasileiro e a MPB. A artista ressalta a presença de um caos criativo que, aos poucos, se organiza, revelando um universo musical híbrido e, em alguns sons, mais gótico e clássico.
Participações e referências
Entre as colaborações, estão nomes que representam distintas escolas musicais, ampliando o leque sonoro do disco. A obra reúne artistas com quem Bebé tem vínculo além da parceria profissional, incluindo figuras que ela admirava desde a adolescência. As parcerias aparecem como reflexo do que a artista deseja se tornar.
As convidadas incluem referências de jazz, hip hop, house e rap, cada uma conectada a uma faceta diferente de Bebé. A presença dessas artistas é apresentada como parte do amadurecimento artístico e da construção de identidade musical.
Bebé descreve a maior mudança ao longo da jornada como autoconfiança. Em carreira que começou na infância, a artista passa a comunicar com mais clareza e coragem, mantendo a abertura para a intuição diante de escolhas criativas.
A família de músicos é apontada como principal rede de apoio, junto com uma relação cuidadosa com a imprensa e o cenário artístico. A artista menciona aprendizados sobre resistência a críticas, mantendo o foco no autoamor e na organização interna.
Sobre a entrada definitiva no mundo musical, Bebé aponta um processo bonito, porém desafiador, com muito aprendizado e pessoas ao redor que fortalecem. O objetivo é manter a continuidade da produção musical e a busca por novas revoluções em cada disco.
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