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Lauryn Hill explica por que nunca lançou segundo álbum, décadas após Miseducation

Lauryn Hill explica desgaste criativo e pressão da indústria que atrapalharam a criação de um segundo álbum, preservando integridade artística

Foto: Kevin Winter/Getty Images para The Recording Academy / Rolling Stone Brasil
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  • Lauryn Hill comentou no Instagram do FRAIM World sobre as razões para não lançar um segundo álbum, quase 30 anos após The Miseducation of Lauryn Hill (1998).
  • Ela ressaltou o desgaste criativo e a dificuldade de criar com integridade, criticando a visão da indústria que reduz tudo a dinheiro.
  • A artista destacou que nem The Score nem The Miseducation foram feitos apenas por permissão externa, pois lutaram por cada centímetro da expressão; o sucesso pode gerar ganância que degrada a arte.
  • Hill se comparou a Harriet Tubman, dizendo que enfrentou resistência sistêmica para falar verdades ao poder e que sistemas temem o que não podem controlar.
  • Em 2021, à Rolling Stone EUA, disse que a gravadora não buscou auxílio para um novo álbum e que, após The Miseducation, houve obstruções, política e sabotadores.

Lauryn Hill voltou a falar sobre a razão de não ter lançado um segundo álbum, quase 30 anos após The Miseducation of Lauryn Hill (1998). A manifestação ocorreu nos comentários de uma publicação do perfil FRAIM World no Instagram, que listava hipóteses para a ausência de um novo projeto.

A artista respondeu destacando o desgaste ligado à criação com integridade e a dificuldade de encontrar segurança para manter esse nível de dedicação. Ela criticou a visão da indústria de reduzir tudo a dinheiro, deixando de lado o que chamou de senso humano e artístico por trás das decisões criativas.

Hill ressaltou que nem The Score nem The Miseducation foram produzidos apenas por permitirem representar o que representam; houve luta por cada detalhe. O texto enfatiza que o sucesso repentino pode gerar ganância e degradar a arte em nome do lucro, conforme a própria cantora descreve.

A publicação também traz uma visão sobre resistência sistêmica a verdades incômodas. Ela comparou sua posição a uma figura histórica que luta para falar a verdade ao poder antes que portas se fechem, dizendo que sistemas temem o que não podem controlar.

A entrevista à Rolling Stone EUA, de 2021, é citada para contextualizar o tema. Nela, Hill afirmou que a gravadora nunca procurou oferecer apoio para um novo álbum e que, após o lançamento de The Miseducation, houve obstáculos políticos, agendas repressoras e expectativas irreais que dificultaram novos projetos.

Posicionamento completo

Quando se inspira a agir com princípios, o desgaste raramente é reconhecido. A cantora lembra que artistas vivem fases distintas e que a criatividade exige expressão, exploração e experimentação. O texto reforça que o cenário pode reagir de várias formas diante de propostas ousadas.

Segundo Hill, o sucesso extremo pode provocar ganância que compromete a arte. Ela afirma ter contribuído para ampliar padrões e possibilidades para uma geração que talvez não percebesse esse potencial antes. Em diversos momentos, a artista diz ter atuado fora do apoio do sistema para abrir espaço a novas inspirações.

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