- A NaNaz é uma banda punk de seis mulheres entre cinquenta e sessenta e poucos anos, formada no ano passado no sul de País de Gales, com repertório que aborda cobranças de taxas de cuidado, atitudes masculinas e reciclagem.
- O grupo surgiu a partir de oficinas Nana Punk promovidas no Cab, em Newport, e hoje toca sem empresário, sem gravadora e sem assessoria de imprensa, com shows aos fins de semana até o fim do ano.
- Entre as integrantes estão Anne-Marie Bollen (baixista e vocalista, ex-enfermeira), Ange Pearce (guitarra líder, 62), Marega Palser (multi-instrumentista, 60) e Claire Symons (guitarra rítmica, 52); Jade Ball chegou como baterista em substituição e tem 29 anos.
- A banda tem forte conexão com a vida real das próprias membros, que já passaram por carreira na enfermagem, trabalho social, dança e artes, além de enfrentarem questões como a menopausa e sequelas de saúde.
- O primeiro single, 60 Lies, apoia a campanha Waspi sobre desigualdade de pensões; a história da NaNaz já ganhou cobertura de veículos especializados e de documentários da BBC, além de ter atraído atenção de público feminino mais jovem buscando inspiração para formar bandas.
O NaNaz, banda de punk formada por mulheres acima dos 50 anos, cresce como voz organizada contra questões como pensões, reciclagem e menopausa. Surgiram no sul do País de Gales e se apresentam com shows marcados em clubes e festivais, sem gravadora ou empresário.
A história começa em Cardiff/Newport, em oficinas para mulheres acima de 50 anos, promovidas por projetos comunitários. O grupo nasceu das atividades da Nana Punk e ganhou corpo com integrantes que já tinham trajetórias diversas na música e na vida.
Origem e formação
O NaNaz nasceu da iniciação musical de várias componentes, que combinaram experiência de carreira com vontade de experimentar. Entre elas estão ex-profissionais de enfermagem, cuidadoras e motoristas de furgão de sorvetes, unidas pela vontade de tocar e compor.
As integrantes trazem vidas distintas para o palco. Entre elas, uma violista com décadas de prática, uma guitarrista titular de 62 anos e uma baixista que cresceu ouvindo desde o rock até influências da cena punk britânica. Juntas, escrevem canções que refletem preocupações reais.
Carreira e repertório
O grupo ganhou notoriedade com faixas que abordam custos de cuidados, atitudes masculinas e frustrações do dia a dia, mantendo o viés político e social do punk. A primeira faixa, 60 Lies, já conectava o coletivo a campanhas por igualdade de pensão.
A formação atual se mantém sem gerente, sem gravadora e sem assessoria de imprensa, mas encabeça agendas de shows semanais até o fim do ano. A banda já chamou a atenção de documentaristas e de meios de divulgação especializados.
Impacto e experiências pessoais
Muitas integrantes relatam que a participação no NaNaz trouxe renovação criativa e emocional. A experiência também inspira outras mulheres a formar bandas, quebrando estereótipos de idade e gênero no cenário musical independente.
A violinista e a baterista enfrentaram desafios de saúde, que tornaram ainda mais relevante a prática musical para o grupo. Em palco, a energia espontânea e a convivência entre amigas tem ganhado fãs entre jovens e adultos.
Conclusão
O NaNaz, nascida de oficinas comunitárias, já se consolidou como fenômeno de resistência cultural. A agenda de shows permanece cheia, evidenciando o papel da banda na cena underground do sul do País e na produção musical de mulheres de meia-idade.
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