- Tiê lança Esgotada, primeiro capítulo de um projeto duplo que terá Amorosa no segundo semestre, com treze canções criadas no mesmo processo criativo e separadas ao longo do trabalho.
- O álbum chega às plataformas digitais até aqui, nove anos após Gaia, em um período que incluiu pandemia, dois lutos gestacionais e o nascimento da filha Rosa.
- A produção ficou a cargo de Thóbron de Leone, André Wong e Marcos Preto, que ajudaram a definir o que fica em cada disco.
- Participações incluem Adriana Calcanhotto em Atitude, David Byrne (por envio de e-mail) e João Gomes (pela internet).
- A capa envolve fotografia analógica de Indira Dominici reinterpretada por Marina Quintanilha, com linguagem artesanal e intimista para o projeto.
Tiê lançou o álbum Esgotada, primeiro capítulo de um projeto duplo que abre portas para Amorada, previsto para o segundo semestre. O trabalho chega às plataformas digitais com 16 canções criadas no mesmo processo criativo, em uma abordagem autoral marcada por vivências recentes.
A artista busca registrar o cansaço geracional que envolve excesso de informações, redes sociais e ruídos do cotidiano. A produção fica a cargo de Thóbron de Leone, André Wong e Marcos Preto, este último definindo a divisão entre Esgotada e Amorada.
Entre os fatores que moldaram o disco, estão perdas gestacionais, maternidade e o intervalo entre Gaia e Esgotada, nove anos. A cantora compartilha que o projeto ganhou novas camadas após vivências pessoais intensas.
Linhas temáticas e processo criativo
O álbum nasceu com o objetivo de explorar fases emocionais distintas, organizando o peso em Esgotada e a esperança em Amorada. A dupla ideia orienta a construção de um arco que deve se completar com o segundo disco.
O conjunto de canções foi composto de forma contínua, com escolhas de ordem, participações e arranjos definidas ao longo do processo. A direção de arte busca um visual artesanal, com uma capa que mescla fotografia analógica e pintura.
Parcerias e encontros
A obra traz colaborações marcantes. Uma parceria com Adriana Calcanhotto nasceu de uma convivência em um show, resultando em uma faixa com participação essencial. Outra colaboração veio de uma aproximação inusitada com David Byrne após contato por e-mail.
Entre as colaborações, há também uma participação com João Gomes, fruto de interação pela internet. Tiê enfatiza a importância de propostas abertas e de se colocar em cena para ampliar possibilidades criativas.
Aspectos pessoais que aparecem no disco
As influências pessoais aparecem em faixas que dialogam com maternidade, luto e resiliência. Uma faixa inspira-se no romance de Carl Sagan e contou com a colaboração da filha mais velha, Liz, que contribuiu para a letra de uma canção.
A produção musical foi refinada ao longo do tempo, com a inserção de elementos que ajudam a definir a identidade de cada disco do projeto. A cantora destaca que o novo material reflete a experiência de viver, criar e continuar trabalhando.
Perspectivas futuras
A artista planeja lançar o conjunto completo até o fim do ano, reunindo Esgotada e Amorada. O projeto encontra-se disponível em plataformas digitais, mantendo a linha de trabalhos autorais que acompanha a trajetória de Tiê ao longo de quase uma década.
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