- Em abril, Anitta lançou o oitavo álbum, EQUILIBRIVM, com uma proposta espiritual e confessional, quase sem sair do papel nos moldes originais.
- A Republic Records e a Universal Music Latino teriam recusado financiar o projeto, buscando manter o caminho mais voltado ao reggaeton latino e ao mercado global com espanhol e inglês.
- A cantora queria um álbum conectado ao Brasil e às religiões de matriz afro-brasileira, com sonoridades mais experimentais; executivos internacionais teriam visto o projeto como arriscado e de nicho.
- Houve desacordo sobre a estrutura em atos: Anitta defendia um Ato I totalmente em português, focado no público brasileiro, enquanto a gravadora preferia um lançamento mais alinhado ao mercado internacional.
- Sem apoio financeiro, Anitta investiu por conta própria, usando a estrutura da Floresta Records, conforme contou na coletiva de lançamento.
A era EQUILIBRIVM, lançada em abril, quase não saiu do papel nos moldes idealizados por Anitta. Colaboradores envolvidos nos visuais afirmam que a Republic Records e a Universal Music Latino recusaram financiar o projeto. A cantora acabou arcando com os custos, com o apoio da Floresta Records.
Segundo relatos, o selo pretendia seguir com um caminho mais voltado ao reggaeton latino, ampliando o mercado espanhol e inglês após o impacto de Envolver. Anitta, porém, apresentou uma proposta centrada no Brasil, religiosidades afro-brasileiras e sonoridades mais experimentais, o que gerou resistência entre executivos internacionais.
A divisão do álbum em atos também foi tema de atrito. A artista desejava iniciar com um Ato I totalmente em português, focado no público brasileiro, enquanto a gravadora preferia lançamento com apelo internacional. Na prática, a cantora financiou a produção por completo.
Anitta financiou o álbum sozinha, usando a estrutura da Floresta Records. Em abril, durante a coletiva de lançamento, a cantora comentou o investimento considerável feito no projeto, sem detalhar valores.
Histórico de tensões com gravadoras
Antes de assinar com a Republic Records, em 2023, Anitta já havia criticado a Warner Music por condições de investimento e divulgação. Ela questionou a exigência de viralizar músicas nas redes para receber apoio, segundo relatos da época.
A contratação pela Republic ocorreu após o sucesso de Envolver, faixa que consolidou a presença internacional da cantora. O destaque de Envolver em rankings e a repercussão global ajudaram a manter o foco em novos direcionamentos artísticos.
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