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Casas de show melhoram acesso, mas artistas com deficiência continuam excluídos

Casas de show avançam em acessibilidade por lei e fiscalização, mas ainda excluem artistas com deficiência, principalmente nos bastidores e na representação cultural

Em março, Gilberto Gil fez a última apresentação de 'Tempo Rei' no Allianz Parque
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  • Casas de show têm cumprido o básico de acessibilidade, impulsionadas pela legislação e pela fiscalização, mas ainda há falhas em áreas de visão restrita e na comunicação para cegos e surdos.
  • Allianz Parque, agora Nubank Parque, é citado como exemplo positivo, com áreas de cadeiras inferiores frequentemente ocupadas por pessoas com deficiência que realmente precisam do espaço.
  • Em alguns shows, há queixas na pista premium sobre acompanhantes não conseguirem ficar ao lado da pessoa com deficiência, apesar de novas tentativas de acomodação.
  • A presença de intérpretes de Libras em apresentações já é comum, sinalizando evolução na inclusão de pessoas com deficiência na programação.
  • Em Belo Horizonte, o festival Acessa BH dedica-se a artistas com deficiência, mas enfrenta dificuldades como poucos banheiros acessíveis e espaços de backstage apertados, apontando para uma transformação ainda em curso.

Casas de show têm avançado em acessibilidade por força de leis e fiscalização, mas ainda enfrentam falhas. Espaços reservados nem sempre são bem planejados, e a comunicação com cegos e surdos nem sempre é suficiente. Mesmo assim, o cenário tem melhoras claras.

O Allianz Parque, hoje chamado Nubank Parque, é citado como exemplo positivo. A área de cadeiras inferiores costuma receber público com deficiências de forma organizada, com maior presença de quem realmente precisa.

Ainda assim, há reclamações em setores como a pista premium, onde acompanhantes nem sempre conseguem ficar ao lado da pessoa com deficiência. A cada apresentação surgem novas tentativas de acomodação, com avanços graduais.

Avanços e lacunas

Entre espaços menores, o Blue Note se destaca pela localização estratégica e por mesas que facilitam a participação de pessoas com deficiência. Em lotação máxima, no entanto, prioridades podem falhar.

Além de acesso, a presença de interpretação em Libras já é comum em muitos shows, sinal de evolução. Contudo, a infraestrutura continua dependente do tamanho do público e da organização do evento.

Cenário em Belo Horizonte

No festival Acessa BH, dedicado a artistas com deficiência, há recorrentes dificuldades na seleção de pontos de apresentação. Banheiros acessíveis para artistas costumam faltar, e backstage é estreito.

A transformação vem ocorrendo aos poucos na capital mineira, com esforços para ampliar a convivência de pessoas com diferentes habilidades. Em São Paulo, a referência segue a mesma direção de evolução de inclusão.

Desafios e próximos passos

A expectativa é de que espaços maiores passem a planejar bastidores com acessibilidade permanente, incluindo circulação de artistas em cadeiras de rodas, bengalas e outros dispositivos. A demanda da cena defere espaços de representação é crescente.

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