- Quilombo Academia vai ao ar às quintas, às 13h, com reapresentação aos domingos, às 19h30, na Rádio USP (São Paulo e Ribeirão Preto) e via streaming; as edições também estão nos podcasts do Jornal da USP e em agregadores de áudio.
- Alaíde Costa interpreta canções que exploram a africanidade e expressões musicais afro diaspóricas, conectando o místico ao político.
- O texto faz referência à obra de João do Vale, abordando a temporalidade marcada pela opressão ao nordestino miscigenado e o sofrimento como resistência.
- Cita-se Luiz Rufino, em Pedagogia da Encruzilhada, com a dialética do orixá Exu e a polissemia da palavra e da ação.
- Discute ainda a relação entre sofrimento do sertanejo, biodiversidade e saber popular, destacando a herança africana lúdico-gregária presente na música de João do Vale.
Alaíde Costa apresenta sua africanidade em Quilombo Academia, explorando expressões musicais afro diaspóricas. O programa destaca uma leitura da tradição musical como forma de resistência e identidade, conectando passado e contemporaneidade por meio da voz negra.
A análise envolve João do Vale, cuja obra dialoga com o tempo da opressão contra o nordestino miscigenado. As canções interpretadas por Alaíde Costa sugerem uma pedagogia dialética, na qual a perda revela dor e fragmenta pertencimentos, em uma leitura que cruza mito, política e memória.
A proposta dialoga com o pensamento de Luiz Rufino e a ideia da dialética do orixá Exu, associando significados de palavra e ação. Assim, a voz de Alaíde Costa é apresentada como ponte entre o místico e o político, na tessitura de uma herança afro-brasileira.
Programação e disponibilidade
O Quilombo Academia é transmitido às quintas, às 13h, com reapresentação aos domingos, às 19h30, na Rádio USP (São Paulo e Ribeirão Preto) e por streaming. As edições ficam disponíveis nos podcasts do Jornal da USP e em plataformas como Spotify, iTunes e Deezer.
Contornos da obra
A produção enfatiza a memória do sertanejo esquecido e a biodiversidade como eixo de sabedoria popular. Ao explorar a festividade como expressão de herança africana, o programa traça uma leitura da cultura popular brasileira, com foco na música de João do Vale e na interpretação de Alaíde Costa.
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