- Jorge Drexler lança o álbum Taracá, inspirado no candombe, e se apresenta no Espaço Unimed, em São Paulo, no sábado, 23.
- O uruguaio tem forte ligação com o Brasil, gravou versão em espanhol de Gonzaguinha, Qué Será Que Es?, que foi apresentada no Samba do Trabalhador, no Rio de Janeiro.
- Drexler ganhou o Oscar em 2005 pela música de Al Otro Lado del Río, dirigida por Walter Salles, e mantém relação próxima com o diretor.
- O artista elogia a abertura mundial da música latina e admira Bad Bunny, que considera um gênio; costuma interpretar Yo Perreo Sola em seus shows.
- Ele também elogia o funk carioca, comenta a gestão da presença latina no cinema e mercado internacional e defende respeito às diferentes culturas.
Jorge Drexler, músico uruguaio reconhecido na cena ibero-americana, terá show em São Paulo no sábado, 23, no Espaço Unimed. O artista lançou o álbum Taracá, inspirado no candombe, ritmo uruguaio declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade. A apresentação celebra a ligação do cantor com raízes brasileiras e com novas sonoridades.
A via de Drexler com o Brasil é antiga. O uruguaio domina o português, já colaborou com nomes nacionais e mantém aproximação com o país desde 2003, quando recebeu convite de Paulinho Moska para vir ao Rio de Janeiro. Em abril, ele participou de ações no Rio e concedeu entrevista ao Estadão.
Taracá mistura tradição e modernidade ao incorporar o candombe, que Drexler adaptou para o formato de roda com novos intérpretes no Uruguai. O objetivo é apresentar um repertório que dialoga com o passado e com inovações sonoras em palco brasileiro.
Conexões com cinema, samba e música latina
A apresentação no Samba do Trabalhador, no Rio de Janeiro, incluiu a versão em espanhol de Um clássico de Gonzaguinha, Qué Será Que Es?. A adaptação, autorizada pela família do compositor, mistura samba com candombe e busca ampliar o alcance da obra.
A relação com o cinema brasileiro ganhou destaque em 2005, quando Drexler venceu o Oscar de Melhor Canção Original por Al Otro Lado del Río, de Walter Salles. A parceria com Salles permaneceu relevante para a trajetória do músico e para o desenvolvimento de sua visão artística.
Além disso, Drexler elogia o momento da música latina no cenário global, aponta a abertura internacional como resultado de um conjunto de talentos e reconhece a influência de produtores e gêneros diversos, incluindo o funk carioca.
Admiração por Bad Bunny e pela cena latino-americana
Drexler mantém relação próxima com Bad Bunny, a quem chama de gênio. Dizia que costuma interpretar Yo Perreo Sola em shows, versão que compartilhou com o astro porto-riquenho. O artista também destaca a presença crescente da língua espanhola em festivais e premiações internacionais.
O uruguaio comenta ainda a importância da diversidade na música latina, destacando a produção portoriquenha e o papel do reggaeton na disseminação de estilos latino-americanos ao redor do mundo. Drexler afirma ser fã do funk carioca e valoriza a representatividade feminina nas letras de Bad Bunny.
Entre na conversa da comunidade