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Miles Davis abre harmonias em noir de Louis Malle

Trilha improvisada de Miles Davis para Ascenseur pour l'Échafaud ganha edição restaurada, destacando abertura harmônica que realça a atmosfera noir do filme

Timelessly extraordinary … (from left) Miles Davis, Marcel Romano and Louis Malle in 1957.
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  • Trilha sonora de Miles Davis para o filme Ascenseur pour l’Échafaud (1957), dirigida por Louis Malle, reeditada em vinil e CD com áudio restaurado e fotos; composições criadas quase que inteiramente na improvisação durante uma noite de estúdio em Paris.
  • A performance contou com o quartet local de Miles, incluindo o baterista Kenny Clarke; a abertura harmônica criou um espaço sonoro que influenciou, entre outros, o atmosférico Kind of Blue.
  • O conjunto transmite sensorialidade, tensão e beleza noturna, com passagens de corrida de carro, acompanhamentos blues desolados e um diálogo entre Miles Davis e Barney Wilen.
  • A obra funciona de modo autônomo, mesmo sem as imagens do filme, mantendo um tom de queima lenta e de grande vitalidade sonora.
  • Também nesta semana chegam lançamentos como Weejuns, de Hedvig Mollestad, e álbuns de Jeff Parker e Jason Miles, explorando nordestinamente o jazz-fusão e as influências de Miles Davis.

Miles Davis recebe nova atenção com a reedição de Ascenseur pour l’Échafaud, trilha sonora do filme de Louis Malle de 1957. A improvisação do trompetista criou um espaço sonoro harmônico e evocativo, mantido nesta edição com áudio restaurado, fotos e ensaios.

A trilha foi composta a partir de poucos acordes, gravada em uma noite no estúdio de Paris em dezembro de 1957. O quarteto local contou com Kenny Clarke na bateria, além de uma abordagem harmônica aberta que influenciou o próprio Miles, abrindo caminho para o que viria a ser o Kind of Blue.

O filme Ascenseur pour l’Échafaud, um thriller noir de Malle, acompanha um casal em uma busca de justiça após um suposto assassinato. A música sustenta o clima de tensão, com passagens rápidas de Miles em alto bore e momentos mais bluesy que acompanham a narrativa sem imagens.

O registro musical se destaca pela cadência de car-chases, pela interação entre Miles e Barney Wilen no saxofone tenor e pela atuação de Jeanne Moreau, cuja personagem vaga pela cidade. Mesmo sem a tela, a trilha mantém sua força sensorial, com uma qualidade de luz própria.

Reedição e material adicional

A reedição em vinil e CD traz áudio restaurado, fotos de época e ensaios que ajudam a entender o contexto criativo. A compatibilidade entre as escolhas improvisadas e a narrativa fílmica permanece central para a recepção do material.

Outros lançamentos da semana

A temporada inclui Weejuns, power-trio noruegês de Hedvig Mollestad, que dialoga com o espírito do Bitches Brew em tom moderno, com approach atonal e texturas espaciais. Jeff Parker apresenta um percurso que parte do minimalismo para letras mais cativantes, com o grupo próprio. Jason Miles revisita o período de Miles com uma leitura synth-driven, destacando referências a Prince e a presença de Randy Brecker.

Perspectivas

A edição atual reforça a importância da trilha como peça autônoma e como parte da experiência do filme de 1957. A combinação de sensorialidade e técnica de improvisação continua influente na história da música de Miles Davis.

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