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Banda rejeita as novas piadas de Dowling; usar as antigas é arriscado

Dowling mostra como piadas repetidas perdem força, forçando a banda a adaptar o ritmo diante de silêncios e reações imprevisíveis do público

Illustration: Selman Hosgor/The Guardian
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  • A banda descobriu que, em apresentações maiores, é preciso ter algo a dizer entre as músicas, pois a plateia passa a prestar mais atenção.
  • O narrador testa uma história sobre uma mulher que interrompeu a última noite, com um tom de tom e humor; a banda o desencoraja, e a plateia não ri.
  • Em uma saída de turnê, ele lembra que houve menos aplausos e mais “suspiro” quando tenta a piada da mulher e do gato, levando-o a questionar se vale a pena seguir.
  • Em Gateshead, a história do gato funciona melhor e há expectativa, mas em Edimburgo ele tenta a última linha provocativa e encontra Angela, uma fã que já ouviu a história diversas vezes.
  • Ao final, o narrador percebe que algumas piadas podem agradar alguns públicos, mas repetirem histórias como a de Angela pode irritar parte da plateia, levando-o a reconsiderar o material.

Tim Dowling relata como as piadas da banda sobre gatos costumam provocar reações diferentes do público, durante uma turnê de primavera. O relato traz exemplos de shows na região do Reino Unido, com variações de acolhimento conforme a cidade e o local.

Segundo o músico, as primeiras apresentações em um festival em Yorkshire marcaram o início dessa experiência. Em um centro cultural com assentos, a plateia inicialmente aplaudiu, gerando a percepção de que o público estava atento. A partir desse momento, a banda passou a ter de improvisar falas entre as músicas.

Dowling descreve que, ao longo de uma turnê, o comportamento entre o intervalo das canções mudou conforme o espaço. Em alguns locais o diálogo com a plateia predominou, em outros a reação foi mais contida, lembrando o tom de uma encenação em The Seagull. A acústica e a região do país aparecem como fatores que influenciam o clima dos shows.

Durante a turnê, o artista testou histórias entre uma faixa e outra. Em uma apresentação, mencionou uma jovem que, na vida real, havia contado uma curiosa história envolvendo um gato e pediu silêncio. A reação do grupo variou entre impulso de cautela e encorajamento a continuar o relato.

O texto descreve que a banda não pode confiar apenas em histórias que sobreviveram ao processo de teste entre os integrantes. Em outubro, um fã criticou a repetição de uma narrativa sobre uma mulher chamada Angela, que viajou de longe para comprar uma caneca de souvenir do grupo. A história perdeu força para parte da plateia, levando à decisão de encerrar o uso dessa fala.

Em viagens subsequentes, o grupo discutiu a recepção de cada apresentação. Em Hailsham, East Sussex, o guitarrista e Dowling concordaram que a plateia era receptiva, mas que o momento com o gato poderia ter ido melhor. Em Gateshead, a banda teve mais clima de curiosidade e telefonou ao público para uma história com um gato de pelo preto e bib verde, obtendo reação positiva.

Na sessão seguinte, em Edimburgo, a ideia de reencenar a história da Angela foi mantida apenas como teste, após o aviso de que a narrativa poderia soar repetitiva para alguns frequentadores. A banda avaliou se valia manter a fala com base na espontaneidade do público local. O relato termina com a constatação de que os integrantes continuam a observar a reação da plateia em cada apresentação, para ajustar o tom das piadas.

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