- MC Soffia, hoje com 22 anos, lançou o álbum Soffisticada, com nove faixas que tratam de empoderamento e amadurecimento em uma estética inspirada nos anos 2000.
- A artista, que ganhou projeção nacional com Menina Pretinha em 2016, reforça que o ativismo é pauta central de sua vida e de sua arte.
- Soffia é independente e utiliza recursos limitados, destacando que a equipe reduzida trabalha bastante para ampliar a repercussão do projeto.
- O álbum conta com participações de Tasha & Tracie, Major RD e Slipmami, vistos por ela como presentes do universo.
- A rapper ressalta a importância de respeito e visibilidade para as mulheres no rap, mencionando que a luta por espaço ainda tem longos passos pela frente.
Soffisticada: MC Soffia lança novo álbum aos 22 anos e comenta legado no rap
A rapper Soffia Correia, conhecida como MC Soffia, lançou recentemente o álbum Soffisticada, com 9 faixas que abordam empoderamento e amadurecimento. Em entrevista exclusiva, ela fala sobre o percurso desde a infância na cena e a presença da mulher negra no rap.
A artista nasceu para a música e cresceu dentro do movimento negro brasileiro, transformando ativismo em pauta central de sua atuação. Aos 22 anos, ela reforça a ideia de que o trabalho artístico precisa caminhar junto com a defesa de referências femininas negras e periféricas.
Novo álbum Soffisticada: o conceito e as inspirações
Soffisticada traz uma estética inspirada nos anos 2000, mesclando essa referência com linguagem contemporânea. A artista cita Rihanna, Usher, Missy Elliott e Negra Li como fontes de inspiração, destacando o papel da black music na formação de sua identidade estética.
A produção acontece de forma independente, com recursos limitados, e a própria Soffia assume o compromisso de gerenciar a carreira ao lado da mãe, que atua como agente. Mesmo diante de limitações, ela celebra a boa repercussão do trabalho.
Parcerias e olhar de futuro
O álbum reúne colaborações com Tasha & Tracie, Major RD e Slipmami, elogiadas pela cantora como presentes do universo. Soffia observa que escreve em sintonia com seu amadurecimento, mantendo a visão de que o rap permanece como forma de contestação.
Sobre o impacto do público feminino no rap, ela afirma que a luta por respeito e visibilidade segue firme. Embora reconheça avanços, a artista ressalta que há um caminho longo pela frente para consolidar esse espaço.
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