- Galaxy Robot Park, em Gangdong, leste de Seul, é apresentado como o primeiro parque temático de robôs do mundo, com 16.500 metros quadrados.
- O parque busca combinar entretenimento com tecnologia, gerido pela Galaxy Corporation, que atua como empresa de entretenimento com foco em tecnologia.
- Na abertura, robôs humanoides em tamanho infantil dançaram em palco durante shows ligados a músicas de K-pop, como as de G-Dragon e Taemin. A apresentação teve falha técnica com a retirada de um robô do palco.
- A empresa pretende realizar de três a seis concertos de K-pop por dia, mais de mil shows por ano, e planeja uma turnê mundial até o fim do ano.
- Além de apresentações, o espaço oferece experiências com robôs, incluindo valets robóticos, cães robóticos e um desfile de moda com robôs previsto para maio, além de planos para levar robôs performáticos a áreas isoladas, como zonas de conflito. Questiona-se, porém, se robôs conseguirão replicar a conexão emocional que fãs têm com artistas humanos.
Galaxy Robot Park, em Gangdong, leste de Seul, abriu suas portas com uma proposta audaciosa: combinar entretenimento com robótica avançada. O espaço tem 16.500 m² e afirma ser o primeiro parque temático de robôs do mundo. O objetivo é atrair turistas com concerts e desfiles de moda realizados por máquinas.
Na estreia, quatro robôs humanoides em tamanho infantil subiram ao palco para dançar ao som de faixas de G-Dragon. Durante a apresentação, um deles apresentou uma falha e foi removido, interrompendo a performance. No entanto, o elenco manteve o ritmo com o restante do repertório.
A Galaxy Corporation, empresa de entretenimento que financia o projeto, se classifica como uma firma de “enter-tech”, mesclando tecnologia a produções de entretenimento. A gestão envolve nomes ligados ao K-pop e à indústria cinematográfica, ampliando o impacto da iniciativa.
Visão e planos de futuro
O projeto busca levar o conceito de K-pop a formatos globais, com shows de alta sincronização em diversos países. A empresa pretende realizar de três a seis concerts diários, totalizando mais de 1.000 apresentações por ano. Ao fim do ano, há a expectativa de uma turnê mundial.
Críticos da indústria ressaltam o risco de o público aceitar espetáculos com robôs fora do cenário tradicional. Um analista afirma que a atração funciona como um modelo de packaging visual do K-pop, mas o desafio é manter a conexão emocional com fãs.
Além do palco, o parque oferece experiências com robôs padronizando serviços, como valets e cães robóticos que circulam pela área externa. Uma máquina com braço robótico desenha retratos, conversando com visitantes durante o processo.
Desdobramentos técnicos e novidades
Outra atração é uma arena de boxe em que visitantes controlam lutadores humanoides por meio de um sistema de espelhamento, com lutas simuladas entre robôs. Em alguns momentos, objetos se soltaram das peças, mas a operação seguiu normalmente.
A Galaxy planeja realizar, em maio, o que diz ser o primeiro desfile de moda com robôs, seguido pelo lançamento de uma marca de moda voltada a máquinas. Detalhes sobre como os robôs modelariam roupas não foram divulgados.
O conceito envolve ainda a possibilidade de que, uma vez programada uma coreografia, robôs em diferentes países aprendam a mesma dança simultaneamente, abrindo a possibilidade de shows simultâneos em várias regiões.
O desafio central é entender se robôs podem replicar a conexão emocional que caracteriza o K-pop. Especialista ouvinte observa que esse elemento poderá definir se o projeto representa uma mudança cultural real ou apenas uma atração passageira.
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