- Hugo Rodas, artista de Brasília conhecido pela irreverência, faleceu em seus oitenta anos, após dias no hospital em que a trupe marcava ensaios individualmente.
- A despedida ocorreu em um quarto de hospital onde houve um grande sarau, com amigos ao redor dele.
- Durante a homenagem, a cantora Gabi regeu a Hino ao amor, de Édith Piaf, enquanto Hugo respirava em sintonia com a música; ele partiu ao final da canção.
- A professora descreveu o momento como uma “última aula” grandiosa, que ficou marcada como encerramento de um ciclo artístico.
- A última estrofe da música citada falava de eternidade e amor, encerrando com a ideia de que “Deus reúne os que se amam.”
Hugo Rodas, artista de Brasília, faleceu após dias hospitalizado, aos seus 80 e poucos anos. A despedida ocorreu em meio a uma cena íntima, marcada pela presença de amigos e colegas de cena, que o acompanhavam até o último suspiro.
Segundo relatos, a família e a trupe transformaram o quarto do hospital em um sarau improvisado. O momento reuniu amigos para cantar, ouvir e sentir a respiração do artista, num ritual comovente de passagem.
A deterioração foi anunciada há poucos dias, quando ficou evidente que o fim vinha de maneira inexorável. O grupo participou ativamente, mantendo a energia criativa que marcava o trabalho de Rodas ao longo da vida.
A despedida como última aula
Em meio à vigília, a trilha sonora escolhida foi a música Hino ao amor, de Edith Piaf. A interpretação coincidiu com a respiração de Hugo, que permaneceu em sono profundo durante a passagem da canção. O momento foi descrito como uma coreografia de vida e morte.
Ao final da música, houve a percepção de que o último suspiro ocorreu exatamente na última nota, fechando com a ideia de que a despedida foi uma última aula deixada por ele. A cena foi acompanhada por aplausos e lágrimas.
Dani Neri, atriz, musicista e produtora cultural, integrante da Agrupação Teatral Amacaca, descreve o episódio como um encerramento mágico, coordenado pela própria obra de Hugo Rodas. A memória permanece como registro íntimo da passagem.
Fonte: relato de Dani Neri, que participou da cena junto com a trupe.
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