- O C6 Fest 2026 ocorreu em São Paulo entre 21 e 24 de maio, com dois palcos e espaços especiais como a Tenda Metlife e o Auditório Ibirapuera.
- O festival enfrentou chuva no fim de semana e instabilidade de som em algumas apresentações.
- Wolf Alice teve show marcado como alto, com atraso de zehn minutos e problemas de som durante parte do set, mas teve vocais exaltados do público.
- Oklou foi apontada como alto do evento, com apresentação visual exuberante e energia constante, destacando faixas como Harvest Sky, Endless e Fall.
- Robert Plant encerrou com performance marcante ao lado de Saving Grace, e Cameron Winter, no C6 Lab, também foi considerado alto pelo público, com recital ao piano.
O C6 Fest 2026 chegou à sua quarta edição entre 21 e 24 de maio, em São Paulo. O festival consolidou-se como referência cultural da cidade, com curadoria de nomes internacionais em ascensão e estrutura bem equipada, incluindo a Tenda Metlife e o Auditório Ibirapuera.
A organização manteve restaurantes da cidade e dois palcos fora do comum, que ampliaram a experiência do público. No entanto, o evento enfrentou dois grandes contratempos: o clima chuvoso no sábado e falhas de som que comprometeram parte das apresentações.
Clima e palco: impactos no andamento do festival
A chuva forte no início da tarde de sábado afetou a circulação de espectadores e o ritmo de alguns shows, especialmente na Arena Heineken. Em paralelo, houve instabilidade na mixagem, com graves acentuados e vocais baixos em determinados momentos. Mesmo com dificuldades, o público manteve participação ativa em diversas paradas.
Destaques positivos: apresentações que se destacaram
No sábado, a Wolf Alice abriu o período da Tenda Metlife com público já lotado, apesar do atraso de cerca de dez minutos. O grupo inglês entregou um set com clássicos como Bros e Don’t Delete The Kisses, compensando falhas pontuais de sonorização.
Ookou, em destaque entre as atrações do domingo, apresentou uma performance visualmente robusta no Auditório Ibirapuera, que se destacou pela energia e pelo uso de recursos como flauta doce e iluminação precisa. O show manteve o foco em faixas do repertório recente, com momentos marcantes em Harvest Sky e Fall.
Robert Plant subiu ao palco com uma apresentação enxuta, acompanhada pelo grupo Saving Grace. O inglês privilegiou uma leitura de rock clássico com instrumentação variada, incluindo banjo e violoncelo, conquistando a plateia presente.
Cameron Winter, artista da Geração Z, fechou o C6 Lab com recital intimista no Auditório Ibirapuera. O americano de 24 anos tocou no piano por uma hora, apresentando canções do disco Heavy Metal com timbre marcante e entrega emocional.
Outros ajustes de elenco: ainda sobre o lineup
Amaarae abriu a Arena Heineken no sábado com show que buscou contornar o tempo ruim, mas o público dispersou diante da chuva. A banda Magdalena Bay teve desempenho prejudicado por horário cedo, iluminação do auditório e tratamento de som pouco adequado, sendo considerado por muitos como o pior show da edição.
The xx encerrou o sábado na Arena Heineken, mesclando repertório clássico com experimentações de sonoridade. Embora tenha agradado parte da plateia, houve momentos de distração com conversas paralelas que comprometeram a imersão.
Realce técnico: a organização realizou mudanças pontuais para manter a fluidez do festival, mas permanece o cuidado com a qualidade de sonorização em áreas de maior afluência. As equipes seguem avaliando ajustes para futuras edições.
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