- Dado Villa-Lobos lança o quarto disco de estúdio solo, intitulado “O que você quiser”; o álbum chega ao streaming em 28 de maio e aborda momentos sombrios da pandemia, com faixas mais solares, como “Dois Brilhantes”, que tem participação de Tiago Iorc.
- Em entrevista, o guitarrista fala sobre Renato Russo e a Legião Urbana, dizendo que o maior equívoco seria tê-lo como alguém “supercabeça”; relembra a relação com o cantor de forma contida e revela afetos e críticas do passado.
- A parceria com Marcelo Bonfá permanece, mas é temporária; eles se apresentarão juntos em agosto para executar o disco Dois, no festival C6 no Rock, enquanto o impasse sobre o uso da marca Legião Urbana não é concluído.
- O //caso Legião Urbana// envolve a disputa pela marca entre a dupla e a Legião Urbana Produções Artísticas; o processo tramita no Superior Tribunal de Justiça e já teve decisão favorável aos músicos, mas ainda não foi pautado pela ministra responsável.
- Ao falar sobre o legado da banda, Dado comenta a relevância de Renato Russo há 30 anos sem perder a dimensão humana do artista, lembrando que ele também tinha hábitos simples, como jogar Master aos fins de semana.
Dado Villa-Lobos, guitarrista conhecido por sua atuação na Legião Urbana, lança o quarto álbum de estúdio em carreira solo. O disco O Que Você Quiser chega ao streaming em 28 de maio, com canções novas criadas durante a pandemia e uma visão mais estoica sobre o momento atual da música.
O álbum mescla temas sombrios e momentos solares. Em Doiss Brilhantes, Tiago Iorc participa, e Adeus Bem-vinda traz Humberto Gessinger e Herbert Vianna. O repertório surgiu em parceria com Fausto Fawcett, que colaborou na concepção de algumas faixas.
Villa-Lobos, hoje aos 60, mantém foco na nova fase e aponta o peso do legado da Legião Urbana. Em entrevista, afirma que o período anterior foi marcado por ciclos, e que a agenda solo ganha ritmo após anos de shows comemorativos com Marcelo Bonfá.
Legião Urbana: cenário jurídico e repercussões
A relação entre Dado e Bonfá se aproxima de uma cisão, com planos de apresentações conjuntas apenas em agosto, para relembrar o disco Dois. Enquanto isso, o uso da marca Legião Urbana permanece judicialmente contido, com decisão favorável aos dois integrantes em instâncias superiores, mas ainda sujeita a recursos.
A 4ª turma do STJ autorizou o uso da marca em atividades profissionais pelos ex-integrantes, contrariando a empresa Legião Urbana Produções Artísticas, ligada a Giuliano Manfredini. O caso está sob análise e aguardando pauta, segundo informações da Justiça.
A música Que País É Este, criada por Renato Russo em 1978, é citada por Villa-Lobos como atemporal, mantendo sua força crítica diante das crises políticas. O guitarrista ressalta que a obra da Legião continuou influente no Brasil contemporâneo.
O cenário da comunicação musical e expectativas
O público tem observado a dificuldade de renovação no rock nacional, segundo Dado, que destaca a baixa presença de bandas com pegada tradicional em plataformas de streaming. Mesmo diante desse panorama, o músico mantém o empenho em projetos que celebram a história do rock brasileiro.
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