- Dado Villa-Lobos lança o quarto álbum de estúdio solo, intitulado “O que você quiser”; o disco foi criado durante a pandemia e chega ao streaming em 28 de maio.
- O álbum mistura temas de resiliência com faixas mais leves, incluindo “Dois Brilhantes”, com participação de Tiago Iorc, e referências a momentos familiares, como a ideia de netos.
- A apresentação da Legião Urbana envolve a disputas sobre o uso da marca; a 4ª turma do Superior Tribunal de Justiça já autorizou o uso da marca em atividades profissionais, mas o herdeiro de Renato Russo recorreu, e o processo continua sem pauta definida.
- O guitarrista lembra que Renato Russo tinha um lado simples e humano, e não era apenas “supercabeça”; ele afirma que Renato jogava Master aos fins de semana e confiava nas pessoas ao redor.
- A parceria com Marcelo Bonfá está em pausa; o dueto fará apenas uma apresentação em agosto, no festival C6 no Rock, para executar na íntegra o álbum Dois (1986); Dado descreve o momento como exceção e foca na carreira solo.
Dado Villa-Lobos, guitarrista de 60 anos e peça fundamental da Legião Urbana, lança seu quarto álbum solo. O disco, intitulado O que você quiser, chega após uma fase de atividades em parceria com Marcelo Bonfá, que pode se encerrar em breve. O anúncio coincide com o atual momento da banda histórica de Brasília e com o mercado de música independente.
A nova produção chega em meio a reflexões sobre o legado da Legião Urbana e o solo do artista. Villa-Lobos comenta sobre a passagem do grupo pelo cenário musical brasileiro, marcado por referências a U2 e Joy Division, e pela influência de canções como Eduardo e Mônica e Faroeste Caboclo, já icônicas no imaginário nacional.
O lançamento ocorre em um contexto de parceria com Bonfá, que desde 2015 faz shows comemorativos da Legião. Os dois, porém, caminham para uma cisão e só devem se apresentar juntos em agosto, para uma apresentação integral do álbum Dois, no festival C6 no Rock. A situação envolve ainda disputas judiciais sobre o uso da marca Legião Urbana.
Outro elemento importante envolve a família Villa-Lobos: o sobrinho-neto de Heitor Villa-Lobos ingressa no circuito com O Que Você Quiser, quarto álbum de estúdio dele aos 60 anos. O trabalho, que chega ao streaming em 28 de maio, mescla momentos sombrios da pandemia com faíscas de esperança, incluindo faixas com participações especiais.
Em entrevista, Dado Villa-Lobos aborda o novo disco e relembra o passado. Sobre Renato Russo, ele diz que o maior equívoco seria imaginar o ex-vocalista como alguém absolutamente extraordinário em todos os aspectos. A declaração acompanha memórias de uma convivência marcada por “chiliques” e atitudes que ele classifica como desafiadoras.
A entrevista também traça o retrato da convivência com Renato Russo e a relação com a música da Legião Urbana. O guitarrista ressalta que a banda explorou o pós-punk e destacou que, em alguns momentos, as escolhas de timbres limitavam caminhos criativos. Ele aponta que a energia inicial da Legião seria menos constante nos momentos seguintes.
A questão sobre o significado de êxtase aparece em Monsanto, faixa em que Villa-Lobos explora uma saída dos problemas diários. O conceito, segundo ele, envolve estar com família e netos, além de um certo estoicismo frente às dificuldades. A canção ganhou timbres experimentais e referências poéticas.
Sobre o legado da banda, o músico comenta a duração dos processos envolvendo o uso da marca Legião Urbana. Ele afirma que a briga judicial persiste há décadas, com avanços no STJ sofrendo recursos da família de Renato Russo. A ministra Isabel Gallotti aguardou parecer, mantendo o caso fora de pauta.
Desdobramentos e expectativas
Dado reforça que o projeto com Bonfá é exceção no momento, citando a intensidade da agenda e os desafios do mercado de streaming. A parceria que já dura décadas ganha novo impulso, mas não impede que Villa-Lobos siga expandindo sua carreira solo.
No cenário musical, o artista aponta que o rock perdeu espaço na cultura atual, ainda que permaneça influente entre fãs de gerações anteriores. O C6 no Rock é visto como uma oportunidade de celebrar o rock brasileiro, apesar da menor relevância comercial frente aos grandes hits da era digital.
O que você quiser representa, segundo o músico, uma resposta às mudanças do setor, com canções novas, resiliência diante da pandemia e temas que vão de bebês a reflexões sobre o país. O lançamento chega em meio a uma recuperação criativa e a questionamentos sobre o futuro da banda e do próprio artista.
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