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Miles Davis faria 100 anos e sua música ainda molda o jazz atual

Centenário de Miles Davis: legado que molda o jazz atual, do cool ao modal, influenciando diversas gerações e novas sonoridades

Miles Davis ficou conhecido por sua capacidade de acompanhar as transformações da música ao longo do tempo (imagem ilustrativa).
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  • Em 26 de maio de 2026, celebra-se o centenário de Miles Davis, lembrando o impacto do trompetista norte-americano no jazz.
  • Davis foi pivotal na criação de novas linguagens do gênero, passando pelo cool jazz, bebop e jazz modal, e influenciando posteriormente rock, funk e hip‑hop; ficou conhecido por tocar menos notas, com mais intenção.
  • Sua trajetória também envolveu lutas contra o racismo por meio da arte, como a decisão de colocar uma mulher negra na capa do disco Someday My Prince Will Come, em 1961.
  • A relação com a França foi marcante: Davis teve reconhecimento em Paris, teve romance com Juliette Gréco e compôs a trilha sonora do filme Ascenseur pour l’échafaud (1957), dirigido por Louis Malle.
  • Hoje, a influência de Davis persiste em gerações de músicos, como Ibrahim Maalouf, que utilizam linhas melódicas longas e silêncios para ampliar a expressividade.

Miles Davis completa 100 anos em 26 de maio de 2026, marco que celebra sua influência duradoura no jazz. O trompetista norte-americano é reconhecido por criar novas linguagens que moldaram gerações de músicos.

A trajetória dele envolve passagem pelo cool jazz, parceria com Charlie Parker no bebop e participação no jazz modal. A constante evolução o manteve conectado a rock, funk e hip‑hop.

Observadores ressaltam a busca constante de Davis pela inovação. O trompetista francês Julien Alour destaca que ele representa o músico que está sempre em busca de algo, e encontra nesse percurso a essência da música.

Outro ponto visto como marcante é a maneira de tocar com menos notas, mas com maior intenção, prática que influenciou artistas contemporâneos e continua presente na obra de músicos como Ibrahim Maalouf.

Luta contra o racismo por meio da arte

Nascido em 1926 em Illinois, Miles Davis moldou seu caminho ao se mudar para Nova York e tornar-se músico de Charlie Parker. Entre shows, festivais e parcerias, ele reconheceu o racismo nos EUA do final dos anos 1940 e atuou para quebrar barreiras.

Entre as ações, Davis decidiu, em 1961, que uma mulher negra estampasse a capa do álbum Someday My Prince Will Come, gesto incomum em um mercado com padrões dominados por modelos brancos.

Relação com a França

A relação com a França foi central para Davis, especialmente nas décadas de 1940 e 1950, quando recebeu reconhecimento que nem sempre encontrava nos EUA. Em Paris, o jazz era visto como arte sofisticada e respeitada.

Durante a primeira viagem a Paris, em 1949, Davis viveu um romance com a cantora francesa Juliette Gréco, lembrado como um dos períodos mais felizes de sua vida e marcado pela percepção de menos preconceito.

A ligação com a França se consolidou com a trilha sonora de Ascensor para o Eachfalto, de Louis Malle, gravada em 1957. A composição surgiu de modo quase improvisado, durante as cenas do filme.

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