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Sonny Rollins: 10 gravações que definem sua maestria no jazz

Retrospectiva traça a invenção de Rollins com Coltrane, registros históricos e o peso político de Freedom Suite e do 9/11 Concert

Unquenchable inventiveness … Sonny Rollins performing in 1965.
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  • A matéria destaca dez gravações marcantes de Sonny Rollins, cobrindo desde meados dos anos cinquenta até performances após o 11 de setembro, evidenciando a extensão de seu trabalho.
  • Entre os destaques de estúdio estão Tenor Madness (1956), com John Coltrane, Saxophone Colossus (1957) e Way Out West (1957), com Ray Brown e Shelly Manne.
  • A Night at the Village Vanguard (1957) é revisitada pela sua performance ao vivo em Nova York, enquanto Freedom Suite (1958) une Rollins a Oscar Pettiford e Max Roach em contexto de direitos civis.
  • The Bridge (1962) marca o retorno de Rollins com Jim Hall, explorando sonoridades mais amplas e influências da era Ornette Coleman.
  • Na reta final da carreira, Sunny Days, Starry Nights (1984), This Is What I Do (2000) e Without a Song: The 9/11 Concert (2001) comprovam a consistência criativa, com o 9/11 resultando em prêmio Grammy em 2006.

Sonny Rollins, lenda do tenor, destacou-se por uma visão musical que atravessou décadas. A trajetória completa, que abrange desde os anos 50 até performances após 9/11, revela um catálogo marcado por improvisação vigorosa e poesia contida. O conjunto de gravações analisa não apenas a técnica, mas o impacto cultural do saxofonista.

Ao longo de sua carreira, Rollins dialogou com grandes nomes do jazz e seguiu explorando formatos enxutos, com trios de contrabaixo e bateria ao lado de intérpretes emblemáticos. Dois encontros célebres, o retorno ao formato de dois tenores com John Coltrane e o envolvimento com o quinteto de Max Roach, aparecem como marcos da visão autoral do músico.

As escolhas de estúdio e palco mostram uma progressão que vai de sessões vivas de quinteto a performances intimistas de clubes europeus, sem perder a contundência melódica. Em paralelo, o envolvimento com temas civis e a resposta emocional a eventos históricos revelam uma dimensão de atuação que ultrapassa a técnica.

Destaques e gravações-chave

Tenor Madness (Craft/OJC, 1956) reuniu Rollins com Coltrane em meio a uma sequência de blues, contando com a presença da Miles Davis rhythm section. O conjunto enfatiza a inventividade do líder em faixas como Paul’s Pal e The Most Beautiful Girl in the World.

Saxophone Colossus (Prestige, 1957) consolidou a reputação de Rollins em uma leitura que incluiu St Thomas e Blue Seven, com Tommy Flanagan, Doug Watkins e Max Roach. A improvisação contínua tornou-se referência para gerações posteriores.

Way Out West (Contemporary, 1957) mostrou Rollins em formato de trio com Ray Brown e Shelly Manne, explorando repertório diverso e temas como Come, Gone, inaugurando uma abordagem de improvisação em tempo real.

Continuidade em vivo

A Night at the Village Vanguard (Blue Note, 1957) registra apresentações ao vivo em Nova York, sem piano, com Wilbur Ware e Elvin Jones. Destaques incluem Old Devil Moon e Sonnymoon for Two, evidenciando a fluidez do líder.

Freedom Suite (Riverside, 1958) marcou uma incursão de Rollins em composição com foco em tempo de 19 minutos no tema título. A relação com Pettiford e Roach enfatiza a organização de improvisação a partir de materiais simples.

The Bridge (RCA, 1962) sinaliza o retorno de Rollins após um intervalo, com Jim Hall acrescentando textura à linha melódica. A atmosfera minimalista permite uma leitura mais contida de God Bless the Child.

Live at Ronnie Scott’s (Gearbox Records; gravado em janeiro de 1965) traz Rollins em performance londrina, em parceria com Stan Tracey. O conjunto captura a intimidade de apresentações em clubes europeus.

Sunny Days, Starry Nights (Milestone, 1984) apresenta Rollins em dupla parceria com Clifton Anderson e Mark Soskin, explorando repertórios que vão de I’ll See You Again a calypsos como Mava Mava.

This Is What I Do (Milestone, 2000) concentra a expressão de Rollins em idade avançada, com participação de Jack DeJohnette em várias faixas. A força de voz do saxofonista permanece central na interpretação de calypso, blues e referências a Billie Holiday.

Without a Song: The 9/11 Concert (Milestone; gravado em 2001) documenta a resposta de Rollins aos ataques de 11 de setembro, registrado quatro dias após o evento, no Berklee College of Music, em Boston. A apresentação recebeu reconhecimento especial na indústria, com reconhecimento de seu valor emocional e técnico.

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