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Sonny Rollins, último colosso do jazz, morre aos 95 anos

Morre aos 95 anos Sonny Rollins, último gigante do jazz da era de ouro, cuja obra moldou o saxofone e ecoa nos movimentos sociais

Sonny Rollins, durante um show em Tóquio, em 2010
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  • Sonny Rollins morreu na segunda-feira, 25, aos 95 anos, em Woodstock, Nova York.
  • Foi considerado o último grande colosso do saxofone e figura central da era de ouro do jazz, mantendo atividade até bem depois dos oito décadas.
  • Ficou conhecido pelo álbum de 1956 que lhe rendeu o título de “colosso do saxofone” e por parcerias com lendas como Charlie Parker, Miles Davis e Thelonious Monk.
  • Assumiu uma voz política com a suíte “Freedom Suite” (1958), sobre direitos civis; four dias após os ataques de 11 de setembro de 2001 fez show em Boston em homenagem às vítimas.
  • A vida de Rollins incluiu retiros espirituais na Índia e no Japão; a empresária e esposa Lucille morreu em 2004; ele creditava a ioga por manter o foco e evitar drogas e álcool.

Sonny Rollins, considerado o último grande ícone do saxofone, morreu aos 95 anos. A notícia foi anunciada nesta segunda-feira, 25, em comunicado publicado nas redes oficiais do artista, feito em sua residência em Woodstock, Nova York.

O músico surgiu como referência de uma era de ouro do jazz, ao lado de nomes como Charlie Parker, Coleman Hawkins e John Coltrane. Sua obra, marcada pela energia e pela contemplação, influenciou gerações de improvisadores ao longo de décadas.

Trajetória e impacto

Rollins ajudou a definir o som do hard bop com o álbum de 1956, que lhe rendeu o apelido de “colosso do saxofone” e consolidou seu papel como formador da identidade do instrumento. Ele manteve uma carreira longa, aperfeiçoando-se mesmo após os 80 anos.

Ao longo da vida, teve uma relação afetuosa, porém complexa, com Coltrane e Monk, dois grandes pilares do jazz. A relação com Parker também foi marcante, desde os primeiros passos na carreira.

Compromisso social e espiritual

O músico usou o saxofone para expressar o contexto social de sua época, incluindo o movimento dos direitos civis. Em obras como Freedom Suite, de 1958, abordou a luta pela igualdade de forma explícita e musical.

Após os ataques de 11 de setembro de 2001, Rollins dedicou-se a novos propósitos criativos, realizando um show em Boston poucos dias depois, que viraria um álbum ao vivo em homenagem às vítimas.

Vida pessoal e últimos anos

Rollins mostrou, em entrevistas, uma busca contínua por aprendizado. Entre as práticas que ajudaram a manter seu foco, citou a ioga, que o ajudou a evitar drogas e álcool. Enfrentou limitações de saúde ligadas a problemas respiratórios nas apresentações tardias.

Lucille, empresária e esposa por quase quatro décadas, faleceu em 2004, em um golpe que marcou profundamente o músico. A produção de seus trabalhos continuou a inspirar novos talentos ao redor do mundo.

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