- Em 2024 a rivalry entre Kendrick Lamar, Drake e J. Cole ganhou novos álbuns, sendo o principal tema da nova fase do Big 3.
- Kendrick lançou GNX (2025), cheio de faixas como Luther, squabble up e tv off; é coeso e aberto, com foco na Costa Oeste, mas parece menos grandioso que seus trabalhos anteriores.
- J. Cole chegou com The Fall-Off (2026), um relato autobiográfico em 24 faixas ao longo de quase duas horas, explorando aceitação e o fim de um ciclo.
- Drake fechou com três álbuns simultâneos — Iceman, Habibti e Maid of Honour (madrugada de 15 de maio de 2026) — com Iceman sendo o destaque, embora o conjunto tenha recebido críticas pela falta de foco em um ataque coeso.
- O texto aponta The Fall-Off como o melhor álbum do Big 3, com Cole vencendo na qualidade do trabalho, Kendrick mantendo o peso com GNX e Drake ficando em terceiro pela dominância das trilhas e do retorno marcado pela tríade Iceman/Habibti/Maid of Honour.
O conjunto do Big 3 do rap — Kendrick Lamar, Drake e J. Cole — lançou álbuns entre 2024 e 2026, gerando debate sobre qual trabalho representa melhor a tríade. A disputa ganhou contornos públicos após uma sequência de lançamentos e respostas entre os artistas. O tema principal passou a girar em torno da qualidade, das referências e do momento de cada um.
Kendrick inaugurou a resposta musical a partir de GNX, lançado no fim de 2024. O álbum é curto, coeso e voltado à Costa Oeste, com faixas que valorizam a liricidade de Kendrick, como Luther, squabble up e reincarnated. Apesar do tom mais acessível, o disco não busca ambição conceitual tão elevada quanto trabalhos anteriores.
J. Cole, por sua vez, chegou no começo de 2026 com The Fall-Off, um projeto que ocupa 24 faixas em quase duas horas. O foco é autobiográfico, explorando duas viagens à cidade natal Fayetteville. O disco equilibra agressividade e contenção, mantendo uma linha de aceitação diante das mudanças no cenário do rap.
Drake finalizou a sequência com três álbuns simultâneos em maio de 2026: Iceman, Habibti e Maid of Honour. Iceman aparece como o carro-chefe, apresentando uma persona mais vulnerável no início, seguido por um mergulho em rituais de raiva distribuídos entre parcerias diversas. A produção de Boi-1da e Conductor Williams se destaca pela estética cru e minimalista.
GNX e The Fall-Off em comparação
GNX é visto como uma obra que homenageia a Costa Oeste e coloca Kendrick em uma posição de maturidade artística, sem estabelecer um conceito único. The Fall-Off, no entanto, é apresentado como um projeto que reflete referências do rap que moldaram a carreira de Cole, com homenagens a Mobb Deep, Nas, DMX, entre outros.
Participações e direção criativa
The Fall-Off traz colaborações consolidadas, com Erykah Badu, Future e Tems, que reforçam o peso temático do álbum. GNX aposta em nomes da nova geração associada a Kendrick, ampliando o alcance temporal da obra. Os dois lançamentos sinalizam caminhos diferentes: Cole fecha um ciclo e convida quem viveu esse ciclo, Kendrick abre espaço para o que vem pela frente.
Drake, ao final, consolidou o debate com um conjunto de álbuns que mistura estratégia de mercado com a continuidade do estilo dele. Iceman destaca o lado técnico do rapper, com produção que exige atenção, especialmente em faixas como Whisper My Name e What Did I Miss? O trio de lançamentos posiciona Drake como o mais voltado à experiência sonora, em detrimento da construção lírica complexa.
Conclusões provisórias
A análise crítica aponta The Fall-Off como o núcleo mais sólido do conjunto, destacando Cole pela coerência de 24 faixas e pela narrativa de aceitação. Kendrick é ressaltado pela qualidade lírica de GNX e pela capacidade de manter relevância. Drake é visto como o mais ambicioso em ritmo e produção, mas com foco que pode privilegiar a melodia sobre a narrativa. O tempo dirá qual álbum permanece como referência do Big 3.
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