- Jorge Drexler grava Gonzaguinha em espanhol no novo disco Taracá, que explora as raízes do candombe uruguaio.
- O artista afirma que a música latina não inclui a música brasileira na definição e prefere o termo espaço ibero-americano.
- A turnê passou por Curitiba e São Paulo e segue no Rio de Janeiro nos dias 26 e 27 de maio e em Porto Alegre de 29 a 31 de maio.
- Drexler grava em espanhol uma das canções mais conhecidas do Brasil, “O que é, o que é”, de Gonzaguinha, para alcançar o público ibero-americano.
- Ele busca que a música seja compreendida de Lima a Cidade do México, passando por Bogotá e Madrid, mantendo respeito às culturas brasileiras.
Três parágrafos iniciais para contextualizar o ocorrido: o cantor Jorge Drexler grava uma faixa em espanhol de Gonzaguinha e defende uma visão de espaço ibero-americano para a música, não reconhecendo o termo latino. O trabalho integra o álbum Taracá, que foca nas raízes do candombe uruguaio.
Taracá mergulha no candombe, tradição afro-uruguaia com três tambores, conectando comunidades negras do Uruguai à obra de Drexler. O disco amplia diálogos entre a música do Cone sul e outras regiões ibero-americanas, mantendo o foco no contato entre culturas.
A turnê já passou por Curitiba e São Paulo. O conjunto segue para o Rio de Janeiro nos dias 26 e 27, e encerra em Porto Alegre de 29 a 31 de maio, mantendo o roteiro de shows pelo Brasil.
Termos regionais e alcance ibero-americano
Drexler sustenta que o conceito de latino é inadequado e que o espaço ibero-americano abrange naturalmente o Brasil, favorecendo uma visão mais ampla da música da região. O artista afirma viver bem no Brasil e manter fluência em português.
O artista explica que prefere o espanhol na gravação de uma canção muito conhecida no Brasil, destacando a intenção de apresentar a faixa aos ouvintes de Lima, Bogotá, Cidade do México e Madrid, respeitando a origem e o público latino-americano.
A obra escolhida para a gravação é um clássico de Gonzaguinha, cuja canção é citada como exemplo de cura emocional. Drexler diz que a música possui poder de conexão social e deve alcançar novos públicos sem perder sua essência.
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