- O governo da Holanda autorizou Kanye West a se apresentar na Holanda, com dois shows em Arnhem nos dias 6 e 8 de junho, após sinal verde divulgado nesta sexta-feira, 29/05.
- O ministro de Migração, Bart van den Brink, afirmou que as falas do artista não apresentaram razões claras para negar a entrada no país.
- A segunda apresentação em Arnhem está marcada para coincidir com o 49º aniversário de West.
- O rapper já enfrentou controvérsias por declarações associadas a nazismo e Holocausto; em janeiro pediu desculpas publicamente, dizendo não ser nazista nem antissemita.
- Países como Reino Unido e Polônia já haviam cancelado ou barrado apresentações anteriores, enquanto o Centro de Informação e Documentação sobre Israel reiterou oposição à vinda do artista.
O governo da Holanda autorizou a apresentação de Kanye West no país, mesmo diante de protestos e da decisão de outros países da UE e do parlamento holandês de barrar o rapper. A justificação oficial foi a ausência de razões claras para negar a entrada do artista. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira, 29 de maio.
West tem dois shows marcados na cidade de Arnhem, perto da fronteira com a Alemanha, nos dias 6 e 8 de junho. A segunda apresentação coincide com o 49º aniversário do artista.
Durante anos, o rapper ganhou notoriedade por declarações consideradas antissemitas e elogios a figuras do nazismo, o que gerou forte controvérsia internacional. Em janeiro, West publicou um anúncio de desculpa em um jornal americano, alegando não ser nazista nem antissemita e afirmando amor ao povo judeu.
Apesar das justificativas do governo holandês, outros mercados endureceram a posição. Em abril, West foi proibido de entrar no Reino Unido para um festival; na França, o show foi adiado após conflitos diplomáticos. Um show na Polônia, marcado para 19 de junho, foi cancelado por motivos formais e legais.
Reação de organizações e entidades
O Centro de Informação e Documentação sobre Israel (CIDI) manteve posição contrária à apresentação, ressaltando o significado histórico das falas do artista. A diretora Naomi Mestrum destacou a dificuldade de traçar uma linha moral para direitos de palco.
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