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Ingressos de festivais ficam mais caros, aponta comparação

Ingressos de grandes festivais britânicos sobem acima da inflação; Parklife avança 71%, Glastonbury 30% e Reading/Leeds 14%

Getty Images People gather to watch an act on the main Pyramid Stage as the sun sets on Day 3 of the Glastonbury Festival 2023 held at Worthy Farm, Pilton in Glastonbury, England.
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  • A BBC detecta que os ingressos de grandes festivais no Reino Unido subiram acima da inflação nos últimos anos, com variações entre os eventos.
  • Em termos reais, Parklife teve o maior aumento desde 2013 (cerca de £69, +71%); Glastonbury subiu £85 (~+30%); Reading e Leeds subiram ~£40 (+14%); Download, 26%.
  • Wireless caiu 10% entre 2013 e 2025, mas houve alta abrupta em 2025, chegando a £157.
  • Além da inflação, pandemia e Brexit elevaram custos e mudanças na forma de venda de ingressos, como planos de pagamento, influenciaram os preços.
  • Organizadores destacam o valor relativo aos custos (arte, produção, logística) e, no caso de Glastonbury, ressaltam o rendimento com mais de 100 palcos, mesmo em ano de ano sabático.

Despesas com ingressos de festivais no Reino Unido vêm subindo acima da inflação nos últimos anos, conforme análise da BBC News. O aumento, contudo, varia entre os eventos e depende de fatores além do ajuste de preços ao consumidor.

Ao comparar o que pagavam os fãs em 2007 com o que é cobrado hoje, observa-se que Reading e Leeds tiveram alta de cerca de £80 em termos reais. Parklife lidera o ranking de alta, seguido por Glastonbury e Download. Wireless apresentou trajetória quase oposta, com queda até 2024 e alta em 2025.

A BBC analisou mudanças entre 2013 e 2025, já que Glastonbury e Wireless não realizaram edição neste ano. Em Reading e Leeds, o preço real aumentou 14% no período; Parklife, 71%; Glastonbury, 30%; Download, 26%.

Parklife registrou aumento de cerca de £69 por ingresso em termos reais desde 2013. Reading e Leeds tiveram elevação mais contida, perto de £40. Glastonbury somou o maior ganho em termos proporcionais, com cerca de £85 de diferença.

A Wireless exibiu comportamento distinto: permanece em queda desde 2012 até 2024, com queda de 10%, seguida de alta expressiva em 2025, para £157. A variação entre festivais aponta que estratégias diferentes ajudam a formar o custo final.

Fatores que vão além da inflação ajudam a explicar o movimento. Segundo John Rostron, CEO da Associação de Festivais Independentes, a pandemia elevou custos com artistas, equipe e logística, forçando recorte de receitas e novas formas de cobrança.

Brexit também pesa: a perda de mão de obra qualificada no backstage encarece a operação, afirma Rostron. Pergam o impacto sobre valor final depende da estrutura de cada organização, com investimentos em treinamento e formação de equipes.

Além disso, a BBC aponta que planos de pagamento parcelado se tornaram prática comum, ajudando fãs a diluir o desembolso. Diz a indústria que custos fixos de produção, energia, transporte e segurança subiram nos últimos anos.

Entre os organizadores, Reading e Leeds destacam que ingressos representam boa relação custo-benefício quando comparados a outros eventos ao vivo, considerando os custos de produção, infraestrutura e serviços.

Glastonbury, que está em ano de intervalo, ressaltou que o festival oferece bom custo-benefício com mais de 100 palcos e vasta programação, justificando o preço das entradas conforme o investimento em produção e logística.

Notícias de Steady de 2025 indicam que o aumento geral de preços acompanha a tendência de mercado, com variações entre festivais. A reportagem reforça que o panorama não depende apenas da inflação.

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