- O rapper Kanye West, agora conhecido como Ye, fará shows nos dias 6 e 8 de junho na GelreDome, em Arnhem, Holanda, a cerca de 100 km de Amsterdã.
- O ministério da migração afirmou que não há fundamentos jurídicos para negar sua entrada, após pressão de parlamentares.
- Parlamentares haviam pedido veto devido a declarações antissemitas e admiração pelo nazismo, mas o governo não encontrou motivos sólidos para barrar a apresentação.
- Ainda não houve registro de pedidos de protestos contra os shows em Arnhem.
- Em contexto internacional recente, Ye teve entrada negada no Reino Unido em abril, adiou show na França e houve cancelamento na Polônia; em janeiro pediu desculpas por comparações a Hitler em uma carta aberta veiculada no The Wall Street Journal.
Kanye West, que atualmente atende pelo nome Ye, fará shows na Holanda após o governo local não encontrar fundamentos jurídicos para negar sua entrada no país. A decisão foi anunciada pelo ministro da migração, que explicou não haver motivos sólidos para impedir a participação do artista na Holanda.
Parlamentares holandeses haviam pressionado o governo a barrar o rapper, citando declarações passadas associadas ao antissemitismo e admiração pelo nazismo. O ministro responsável afirmou que as análises realizadas não apontaram justificativas jurídicas para negar a entrada de Ye.
Ye se apresenta no GelreDome, em Arnhem, nos dias 6 e 8 de junho. A cidade fica cerca de 100 km de Amsterdã e as apresentações serão as primeiras na Europa desde 2014, segundo a casa de shows. Autoridades locais informaram que não houve registro de pedidos de protesto contra as apresentações.
Contexto de controvérsias
Kanye West tem enfrentado rejeição global por declarações e ações associadas ao nazismo, incluindo referências ao tema em ambientes públicos. Em abril, o Reino Unido negou a entrada do artista, citando impacto potencial sobre o bem público, o que levou ao cancelamento de uma participação no Wireless Festival.
Logo após, houve adiamento de um show na França e cancelamento de uma apresentação na Polônia. Em janeiro, Ye publicou anúncio de página inteira no The Wall Street Journal em que se dissocia de Hitler e pede desculpas por comportamentos considerados inadequados, creditando, parcialmente, a questões de saúde mental não tratadas.
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