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Festival na periferia do DF celebra hip hop contra escalas 6×1

Festival Quebradas, na periferia de Planaltina, usa o hip hop para enfrentar violência de gênero e incentivar educação comunitária

MC Aline participa do Festival Quebradas na periferia do DF - Foto divulgação
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  • Festival Quebradas ocorre neste sábado, em Planaltina, região administrativa do Distrito Federal; evento é gratuito e fica a cerca de cinquenta quilômetros de Brasília.
  • A rapper Aline Florêncio da Silva, conhecida como MC Aline, de 27 anos, celebra a luta das mulheres da periferia e o fim da escala 6×1 com seus versos.
  • Ravena Carmo, organizadora (36), aponta proposta educativa com oficinas de grafite e escrita criativa, incluindo atividades gratuitas para crianças.
  • Lançamentos previstos: livro de poesias contra o feminicídio com contribuições da comunidade e a revista Saúde nas Quebradas, apoiada pela Fiocruz.
  • A programação ainda traz a Batalha das Gurias, na praça da pista de skate Half, no Jardim Roriz; festival é visto como manifesto de resistência e foca em direitos das mulheres.

A periferia de Planaltina, região administrativa de Planaltina, receberá neste sábado o Festival Quebradas, evento de hip hop que reúne rappers e grafiteiros para protestar contra a escala 6×1 e a violência de gênero. A programação é gratuita e ocorre na praça da pista de skate Half, na comunidade Jardim Roriz.

Aline Florêncio da Silva, known as MC Aline, de 27 anos, participa do festival. A rapper de Brasília usa as batalhas de rima para falar sobre a realidade das trabalhadoras das periferias e sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres.

Aline afirma que o feminismo precisa estar presente no hip hop e que a arte pode sensibilizar para direitos sociais. O festival busca ampliar o debate sobre desigualdades e violência, com foco em ações comunitárias.

Proposta educativa

A organizadora Ravena Carmo, 36, professora, poeta e pesquisadora de temas das quebradas, indica que a edição é a terceira e traz proposta educativa para as comunidades. Oficinas de grafite e de escrita criativa estão entre as atividades gratuitas para crianças e jovens.

O evento também vai lançar um livro de poesias contra o feminicídio, com trabalhos enviados pela comunidade. A presença da professora Vera Eunice de Jesus, filha da escritora Carolina Maria de Jesus, está confirmada.

Além disso, será lançada a revista Saúde nas Quebradas, apoiada pela Fiocruz, que aborda saúde mental e temas de juventude periférica, produzida com educação popular e participação comunitária.

Programação e desdobramentos

A Batalha das Gurias marca a abertura de rodas de rima sobre diversos temas, reforçando a ideia de resistência comunitária. A organização enfatiza que o festival vai além do entretenimento e busca propor ações concretas para a população local.

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