- Carl Palmer, único sobrevivente do Emerson, Lake & Palmer, retorna ao Brasil com um show inédito que presta homenagem a Greg Lake e Keith Emerson, ambos falecidos em 2016.
- O espetáculo em São Paulo sincroniza imagens de Lake e Emerson de um concerto de 1992 no Royal Albert Hall com a apresentação ao vivo de Palmer.
- Não é holograma nem playback com IA para todas as partes; as imagens são antigas, o áudio é remixado e há uso de IA apenas na faixa Tiger in a Spotlight para melhorar trecho não gravado no Royal Albert Hall.
- A montagem envolve três telas (Greg à esquerda, Keith à direita e Palmer ao centro) e uma mixagem que utiliza um segundo órgão Hammond e um Leslie ligado ao palco.
- Palmer afirma que o formato é único no mundo e conta com o apoio das famílias Emerson e Lake para manter o projeto.
Carl Palmer, baterista que manteve vivo o legado do Emerson, Lake & Palmer, retorna ao Brasil com um show que mistura performance ao vivo e imagens de arquivo para “ressuscitar” Keith Emerson e Greg Lake. O projeto, descrito pelo músico como único no mundo, não envolve hologramas nem IA para recriar as vozes ou instrumentos originais.
O espetáculo, previsto para acontecer em São Paulo, utiliza trechos de gravações do Royal Albert Hall, registradas em DVD oficial, acompanhadas de bateria ao vivo. Telas exibem as imagens de Lake e Emerson durante nove músicas, enquanto Palmer toca ao centro com a sua banda.
Segundo Palmer, as imagens foram editadas para permitir a inserção do solo ao vivo em várias faixas. A produção afirma que não se trata de IA ou holograma, mas de uma montagem cuidadosa para preservar o desempenho original. Um único trecho, a faixa Tiger in a Spotlight, recebe intervenção de IA para aprimorar um elemento não gravado no show.
Sobre a montagem, Palmer detalha que as gravações são de arquivo antigo, com separação de áudio e vídeo. O músico realizou entre oito e 11 semanas de edição para posicionar-se em cena com os ex-companheiros. A projeção é organizada em três telas: Greg à esquerda, Keith à direita e Palmer no centro.
O artista também explica que, na prática, o uso de tecnologia busca manter a integridade musical. Ele reforça que o objetivo é prestar homenagem aos colegas de grupo, sem recorrer a recursos digitais que substituam a presença humana no palco.
Para o público, o show combina composições do ELP, como Tarkus e Hoedown, com releituras ao vivo. Palmer lembra que as gravações utilizadas são de material já disponibilizado oficialmente, com cuidadosa edição para sincronizar imagem e som durante a apresentação.
Sobre a trajetória do ELP, o baterista comenta a evolução da banda dentro do rock progressivo. Ele ressalta que o grupo foi pioneiro ao incorporar influências da música clássica e do jazz, além de explorar ampla paleta de estilos ao longo de suas composições.
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